Câncer de vulva

O câncer de vulva trata-se de uma rara neoplasia, que corresponde a menos de 1% dos tumores malignos das mulheres e responsável por 3% a 5% dos tumores malignos do aparelho genital feminino.

Estima-se que esta patologia acometa 1 a 2 mulheres a cada 100.000 por ano, sendo mais frequente em mulheres acima dos 70 anos de idade.

Histologicamente, o tipo mais comum é o carcinoma de células escamosas ou epidermóide, representando aproximadamente 90% dos tumores vulvares.

Dentre os fatores de risco para o surgimento desta neoplasia estão:

  • Irritações locais crônicas;
  • Uso de substâncias cáusticas e abrasivas;
  • Presença do Papilomavírus Humano (HPV).

A principal manifestação clínica é o prurido vulvar, juntamente com ardência e dispareunia (dor durante a relação sexual). Quando o quadro já está avançado, podem surgir ulcerações com ou sem uma infecção secundária, que não cicatrizam e, habitualmente, não são dolorosas.

O diagnóstico é feito durante o exame ginecológico, feito com o auxílio do colposcópio utilizando ácido acético a 5%, com cofirmação através da biópsia das lesões suspeitas.

O tratamento do câncer de vulva abrange dois locais: a vulva e a região inguinal. Primeiramente é feita a remoção cirúrgica do tumor com margem de segurança. Por conseguinte, é feita a inspeção dos linfonodos inguinais para saber se eles foram acometidos pela neoplasia em questão. Nesses casos eles devem ser retirados cirurgicamente. A radioterapia também pode ser necessária antes ou após a remoção cirúrgica da neoplasia, dependendo do estágio em que a patologia se encontra.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?67
http://www.fcm.unicamp.br/diretrizes/d_n_c/ca_vulva/ca_vulva_pag1.html
http://www.cliquecontraocancer.com.br/paginas.cfm?id=69&p=cancer-de-vulva-
http://www.projetodiretrizes.org.br/ans/diretrizes/cancer_de_vulva.pdf

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