Síndrome da Lise Tumoral

A síndrome da lise tumoral consiste em um grupo de complicações metabólicas que podem surgir após o tratamento de uma neoplasia, especialmente em casos de linfoma e leucemia e, em certos casos, até mesmo quando não foi realizado um tratamento prévio.

Os tipos de linfoma mais envolvidos neste transtorno são os linfomas pobremente diferenciados, como o linfoma de Burkitt. Além disso, leucemia linfoblástica aguda e leucemia mieloide aguda também podem levar a esta desordem. Infrequentemente podem ser observados outros tipos de neoplasias associadas a este transtorno, como o melanoma.

Normalmente, a terapia relacionada ao surgimento da síndrome envolve quimioterapia e esteroides, além de poder surgir espontaneamente, sem a realização de um prévio tratamento. Os fatores que desencadeiam este transtorno são as complicações decorrentes dos restos celulares, após a destruição de células neoplásicas durante o tratamento.

Clinicamente, esta síndrome caracteriza-se por:

  • Hipercalemia: os sintomas desta condição costumam surgir somente quando os níveis de potássio intracelular se encontram extremamente elevados (acima de 7 mmol/L), podendo levar a alterações cardíacas, fraqueza muscular ou paralisia severa.
  • Hiperfosfatemia: pode levar à falha renal aguda, em decorrência do acúmulo de fosfato de cálcio na forma de cristais no parênquima renal.
  • Hipocalcemia: pode levar à tetania, convulsões, incapacidade mental súbita, sintomas parkinsonianos, papiledema e miopatia.
  • Hiperuricemia e hiperuricosúria: a presença de nefropatia aguda do ácido úrico em decorrência da hiperuricosúria tem se mostrado a causa dominante de insuficiência renal aguda. Todavia, devido à existência de tratamento efetivo para esta última, a mesma tem se tornado uma causa mais incomum quando comparada a hiperfosfatemia.

Deve-se suspeitar desta síndrome em casos pacientes com câncer que desenvolvem insuficiência renal aguda associada à hiperuricosúria. Exame de urina pode apontar a presença de cristais de ácido úrico ou uratos amorfos. Além disso, por meio do exame de urina é possível identificar a excreção exacerbada de ácido úrico.

O tratamento visa prevenir o surgimento de insuficiência renal aguda, que leva a um considerável aumento das manifestações clínicas da síndrome, assim como suas consequências clínicas. Desta forma, pode ser feito o controle da hiperuricemia e a prevenção da nefrocalcinose. Isso é feito por meio da terapia de substituição renal, sempre que não for possível controlar os distúrbios metabólicos até 6 horas depois de implementada a prevenção. Contudo, se mesmo assim houver lesão renal aguda, deve ser iniciada terapia extrarrenal, objetivando clearance do ácido úrico e dos fosfatos para minimizar o comprometimento renal. Além disso, a hidratação é muito importante no tratamento deste transtorno e fármacos que reduzem os níveis de urato também podem ser utilizados.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_da_lise_tumoral
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-507X2008000300011

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