Melanoma

Graduação em Biologia (CUFSA, 2010)
Especialização/MBA em Análises Clínicas (Uninove, 2012)

O câncer de pele é caracterizado por um grupo de doenças e é o tipo de câncer mais comum no ser humano, classificado em dois grupos: câncer melanoma e câncer não-melanoma.

O melanoma corresponde a 5% dos casos de câncer de pele, são menos frequentes que os não-melanomas, mas são mais agressivos, com maiores chances de metástase. Por isso o diagnóstico precoce é tão importante, pois apesar de ser agressivo, se diagnosticado em suas fases iniciais, as chances de cura são altas. O melanoma tem origem nas células que produzem a melanina, as que dão cor à pele, chamados melanócitos. Os melanócitos também podem formar as pintas, que são tumores benignos.

Entre os fatores de risco associados com o desenvolvimento do melanoma, estão incluídos:

  • A exposição excessiva ao sol sem a utilização de protetor solar, óculos de sol, bonés e roupas, que causa o envelhecimento precoce da pele e aumenta significativamente o risco de desenvolver a doença.
  • Pintas: Uma pinta é um tumor benigno, mas sinais como: aumento de tamanho, elevação e alteração de cor podem ser indícios de melanoma. Pessoas com muitas pintas, principalmente as grandes, devem redobrar o cuidado quando estiverem expostas ao sol e consultar um especialista regularmente.
  • Ter pele clara: Na maioria das vezes, melanomas aparecem em pessoas de pele clara (ruivas e loiras) e é raro em pessoas de pele escura, já que elas produzem grande quantidade de melanina e por isso, são menos susceptíveis à doença.
  • Outro fator de risco também associado ao desenvolvimento do melanoma é o histórico familiar: ter parentes de primeiro grau com a doença ou ainda por fatores comportamentais da família, como passar muito tempo ao ar livre exposto ao sol.
  • O risco de aparecimento da doença aumenta devido ao fato de ter sofrido grave queimadura de sol na infância ou adolescência e também por já ter tido melanoma.

Sintomas

Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.

Os principais sintomas que devem ser investigados seguem uma regra bem estabelecida, chamada ABCD:

  • A - assimetria, ou seja, uma metade da mancha não parece com a outra;
  • B- bordas, bordas irregulares,
  • C - cor, vários tons de cores
  • D- dimensão da mancha, que se for superior a 0,6cm sugere malignidade. Esses achados apenas sugerem a malignidade e não são levados em consideração isoladamente e o diagnostico precisa ser realizado pelo médico especialista.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico do melanoma é realizado após a análise clínica e a partir da retirada de um pequeno fragmento para análise do tipo de lesão e confirmação da doença.

Uma vez confirmado o melanoma, a escolha do tratamento vai depender basicamente da espessura e estadiamento do tumor. Fatores prognósticos relacionados ao tratamento incluem a retirada do tumor, mas como não existe um tratamento padrão para os pacientes portadores de metástases à distância, os protocolos existentes a devem ser sempre verificados. A radioterapia e a quimioterapia podem ser utilizadas dependendo do estágio do câncer. Se ocorrer metástase, na maioria dos casos o melanoma é incurável. O tratamento para a doença em estágio avançado tem como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Prevenção

O câncer de pele pode ser prevenido com mudanças comportamentais, como menor exposição ao sol e evitar exposição direta nos horários mais quentes do dia e a utilização de protetores solares, bonés, óculos escuros e roupas.

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