Síndrome do Atraso das Fases do Sono

A síndrome do atraso das fases do sono consiste em um distúrbio ligado ao ritmo circadiano, um transtorno crônico do horário do sono, do período de pico de alerta, do ritmo da temperatura do corpo, do ritmo hormonal e de outros ritmos diários, quando comparado com a população em geral e em relação as requisitos da sociedade. Mais simplificadamente, é quando o relógio biológico de um indivíduo não consegue entrar em sincronia com o ambiente externo.

Esta síndrome costuma se desenvolver na infância ou adolescência. Estima-se que afete 3 em cada 2000 adultos, sendo igualmente distribuída entre indivíduos de ambos os sexos.

Foi descrita pela primeira vez em 1981, pelo médico Elliot D. Weitzman. Esta síndrome representa 7 a 10% das queixas de insônia crônica.

Este transtorno caracteriza-se por:

  • Atraso regular do início dos horários de sono e do despertar, por duas horas ou mais do além do desejado;
  • Início do horário do sono parecido todos os dias;
  • Dificuldade pequena ou ausente para manter o sono, após iniciado;
  • Grande dificuldade para acordar de manhã no horário desejado;
  • Incapacidade intensa de antecipar o sono, para forçar dormir e acordar nos horários socialmente convencionais.

Comumente, a queixa dos pacientes é de que não conseguem adormecer antes das 2 às 6 horas da manhã, ou então, que apresentam dificuldade para acordar no horário desejado ou necessário para cumprir suas obrigações diárias. Também é comum que os pacientes apresentem sonolência durante o dia, especialmente durante o período da manhã.

Os esforços exercidos pelos pacientes com este transtorno na tentativa de adormecerem mais cedo habitualmente é em vão, como, deitar-se cedo, ingestão de fármacos hipnóticos e técnicas de relaxamento. Além de não produzirem efeito, podem agravar a dificuldade para acordar no horário desejado e a sonolência durante o dia.

O diagnóstico deste transtorno é estabelecido por meio do histórico clínico do paciente, juntamente com um monitoramento actigráfico e/ou diário do sono por, no mínimo, três semanas. Outro exame que pode ser útil para exclusão de outras causas é a polissonografia.

O tratamento envolve um conjunto de técnicas e incluem:

  • Terapia com luz (fototerapia);
  • Cronoterapia;
  • Consumo de melatonina;
  • Uso de certos fármacos, como modafinil e trazodona;
  • Suplementação com vitamina B12.

Recomenda-se também evitar o consumo de cafeína e outras substâncias estimulantes durante a tarde e à noite.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_do_atraso_das_fases_do_sono
http://www.lifestyles.com.br/index.htm/2011/06/sindrome-da-fase-atrasada-do-sono/
http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias.php?noticiaid=6062&assunto=Sono

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