Fotoblastismo

Doutorado em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente (Instituto de Botânica-SP, 2012)
Mestrado em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente (Instituto de Botânica-SP, 2007)
Graduação em Ciências Biológicas (Universidade de Guarulhos, 2003)

Fotoblastismo refere-se ao fenômeno responsável pela germinação de sementes em presença da luz. A luz e a temperatura são dois fenômenos naturais considerados muito importantes com relação à biologia das plantas e também com relação à germinação de sementes. Quando as sementes apresentam sensibilidade à luz, diz-se que são fotoblásticas e o fenômeno é positivo. Ao contrário, ou seja, quando a germinação não ocorre em presença da luz, se diz que o fotoblastismo é negativo. E ainda existem aquelas sementes que não apresentam qualquer sensibilidade, seja em presença ou ausência de luz, então, diz-se de fotoblastismo neutro.

O fotoblastismo está associado à presença de fitocromo em plantas e os estudos apontam principalmente plantas com flores (angiospermas). Fitocromos são fotorreceptores semelhantes aos pigmentos fotossintéticos conhecidos como ficobilinas e encontrados em algumas plantas e algas verdes. O fitocromo é responsável pela absorção de luz nos comprimentos de onda vermelho e vermelho-longo e além de promover a germinação de sementes, desencadeia a floração, a formação de folhas e processos de dormência.

A importância em estudos que revelem plantas fotoblásticas pode ser relacionado ao conhecimento sobre a propagação de espécies, bem como a restauração de áreas degradadas e a preservação de espécies ameaçadas de extinção. Especialistas da Universidade de Itajubá, em Minas Gerais descreveram a importância da presença ou ausência de luz na germinação de sementes. As pesquisadoras analisaram sementes de alface, rabanete, girassol, milho e cebolinha in vitro (em laboratório). O resultado do trabalho indicou que as sementes de alface, rabanete, girassol e cebolinha não apresentaram fotossensibilidade com relação à luz, o que caracteriza o fenômeno como fotoblastismo neutro; enquanto que as sementes de milho germinaram em presença de luz e, portanto, apresentaram fotoblastismo positivo. Para saber mais acesse: http://www.fepi.br/revista/index.php/revista/article/view/194/106

Klein e Felippe forneceram grande contribuição com relação ao trabalho que publicaram sobre os efeitos da luz na germinação de espécies invasoras. Estes especialistas analisaram 43 espécies botânicas pertencentes a 13 famílias e contribuíram com o detalhamento sobre as variações apresentadas por estas espécies tanto com relação ao fotoblastismo, assim como as implicações ecofisiológicas das espécies estudadas. Para saber mais acesse: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/105861/1/pab05jul91.pdf

Bibliografia recomendada:

Evert, R.F. & Eichhirn, S.E. 2014. Raven/ Biologia Vegetal. 8ª edição, Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 856p.

Klein, A. & Felippe, G.M. 1991. Efeito da luz na germinação de sementes de ervas invasoras. Pesq. agropec. bras. vol. 26: 955-966. (disponível em: https://www.alice.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/105861/1/pab05jul91.pdf)

Sarno, A.R.R., Silva, T. & Pasin, L.A.A.P. Análise da Influência da luz na germinação de sementes. Resumo completo disponível em Anais do Congresso de Iniciação Científica FEPI (2010-2016). (disponível em: http://www.fepi.br/revista/index.php/revista/article/view/194/106)

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