Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)

Mestra em Geografia (Unicamp, 2017)
Bacharela em Geografia (USP, 2014)
Licenciada em Geografia (UEL, 2009)

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) é uma aliança militar internacional fundada em 1949. No contexto de sua fundação, ocorrida durante a Guerra Fria, seu objetivo era estabelecer um pacto militar entre os países do Tratado do Atlântico Norte contra o avanço da influência socialista. Hoje em dia, com o fim da ameaça comunista, a OTAN se converteu em um organismo expansionista, com vistas a garantir os interesses econômicos das nações membros ao redor do mundo.

Bandeira da OTAN

História da OTAN

Durante a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética uniram suas forças para derrotar um inimigo em comum: o poder nazista. Entretanto, com o fim da Segunda Guerra Mundial as duas grandes potências passaram a protagonizar uma disputa territorial e ideológica dando início a Guerra Fria.

O avanço do poder da União Soviética em território europeu preocupava os Estados Unidos. Enquanto o leste europeu era dominado pelo poder soviético, a Europa Ocidental havia se tornado um importante espaço de influência do Estados Unidos por meio do Plano Marshall, o plano de financiamento da reconstrução da Europa pós-guerra.

Para impedir o avanço do socialismo, em 04 de abril de 1949 foi assinado em Washington o Tratado do Atlântico Norte que deu origem à OTAN. Os países signatários do tratado na época eram a Bélgica, França, Noruega, Canadá, Islândia, Países Baixos, Dinamarca, Portugal, Itália, Estados Unidos, Luxemburgo e Reino Unido.

O Tratado acordava que qualquer ataque armado contra um dos países signatários seria considerado uma agressão a todos os demais, que imediatamente deveriam enviar reforços militares para combater a invasão. Como resposta, a União Soviética formulou o Pacto de Varsóvia, uma aliança militar celebrada entre os países alinhados ideologicamente à União Soviética e que tinham por objetivo se unir contra o avanço da influência norte-americana.

A OTAN após a dissolução da União Soviética

Na década de 1980 o poder soviético começou a entrar em colapso, levando à dissolução oficial da União Soviética em 1991. O enfraquecimento da potência socialista teve como um de seus resultados o fim do Pacto de Varsóvia, que foi extinto em 1988, com a queda do Muro de Berlin - um dos principais símbolos da Guerra Fria.

Com a dissolução da ameaça representada pelo socialismo, a OTAN passou a adotar outras medidas de proteção dos interesses de seus países membros. Atualmente, a organização atua com uma ação expansionista, com vistas a atender os interesses políticos e comerciais de seus países membros.

Esses interesses envolvem, por exemplo, o acesso a recursos naturais e a importantes mercados consumidores. Dessa forma, nos últimos anos, a OTAN tem organizado intervenções militares armadas em diversos países, tendo atuado na invasão do Afeganistão em 2001; na Guerra do Iraque, em 2003 e na Guerra Civil da Líbia, em 2011.

Países membros da OTAN

Com a dissolução da União Soviética, antigos membros do Pacto de Varsóvia passaram a integrar a OTAN. Atualmente, os 28 membros da Otan são: Albânia, Alemanha, Bélgica, Bulgária, Canadá, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Eslováquia, Eslovênia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia e Turquia.

Em 2002, a Rússia passou a integrar parcialmente a organização, participando de acordos sobre o combate ao terrorismo e a produção de armas nucleares. Apesar de ser uma participação parcial, trata-se de um importante avanço diplomático entre Estados Unidos e o poder do Kremlin. Entretanto, as divergências políticas entre os países continuam, uma vez que a Rússia apoia inimigos dos Estados Unidos e da OTAN, como a Síria, Irã e Coreia do Norte.

No mapa estão destacados os países membros da OTAN em 2018. Ilustração:Gal Istvan Gal / Shutterstock.com

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