Integralismo

Graduada em História (UVA-RJ, 2014)

O integralismo é um movimento partidário, com posicionamento político de extrema-direita com inspiração fascista que surge sob idealização de Plínio Salgado, líder e organizador do Partido que recebe o nome “Ação Integralista Brasileira”. Sob o lema de “Deus, Pátria e Família” Plínio Salgado lança o Manifesto da AIB em outubro de 1932.

O símbolo do Integralismo é a letra grega Sigma (∑) simbolizando a máxima do movimento que buscava a integração da sociedade brasileira. A partir da integração da família como menor instituição da sociedade e tendo o Estado forte para tomada do eixo, a sociedade se integraria e o Brasil se fortaleceria.

Plínio Salgado

Com uma saudação de mãos muito parecida com a saudação nazista, demonstrava sua inspiração fascista, própria do momento histórico que surge. O grito que entoavam os integralistas era “Anauê” que em tupi-guarani significa “você é meu irmão”, uma nova demonstração do objetivo de integrar a sociedade.

A diferença básica do Integralismo para o nazi-fascismo se deu na questão racial. Não havia intenção explicitamente racista na doutrina Integralista que pressupunha a miscigenação como formadora da sociedade brasileira.

Os integralistas eram conhecidos como camisas verdes por suas roupas, usadas em manifestações publicas, no entanto eram também chamados por seus opositores de “galinhas verdes”. Favoráveis ao liberalismo econômico se opunham ao anarquismo e ao comunismo. Muitos conflitos foram gerados nas ruas durante a década de 1930 quando se enfrentavam comunistas e integralistas que contavam nessa época com um número de adeptos entre 600 mil e 1 milhão.

O governo de Vargas iniciado em 1930 se aproxima inicialmente dos integralistas por sua característica nacionalista e autoritária. Porém a partir do Estado Novo, Vargas impõe repressão aos Integralistas tanto quanto aos Comunistas extinguindo os partidos políticos.

Com essa derrocada no fim da década de 1930 os Integralistas não conseguiram mais reunir um número representativo de adeptos, e hoje, apesar de terem retomado o movimento (agora com nome “Frente Integralista Brasileira”), em 2009 lançam um novo manifesto, mas não encontram mais amparo social como nos primeiros anos.

A Frente Integralista Brasileira mantém os mesmo ideais sociais já levantados pela “Ação Integralista Brasileira”, exaltando a integração social e a miscigenação das raças. Ressaltam no manifesto lançado em 2009: “O Integralismo é contrário a toda e qualquer forma de preconceito étnico, considerando que o Ser Humano não deve ser julgado pela cor de sua pele ou por sua etnia, mas sim por seus valores morais, éticos e cívicos e pelo trabalho que exerce em benefício do Bem Comum”.

Referências bibliográficas:

http://www.integralismo.org.br/

TRINDADE, Hélgio. Integralismo: o fascismo brasileiro da década de 1930. 3ª ed. São Leopoldo: Editora Unisinos, 2016.

SILVA, Giselda Brito. Estudos do Integralismo no Brasil. 2ª ed., Porto Alegre: EdiPUCRS, 2016.
BERTONHA, João Fábio. Bibliografia orientativa sobre o integralismo (1932-2007). Jaboticabal: FUNEP, 2010.