Germanos

Originados na região norte da Europa, os germanos são considerados uma população indo-europeia que faz uso de idiomas indo-europeus germânicos. A origem destes povos tem data no ano de 1800 a. C. De acordo com alguns historiadores, os primeiros representantes desta população surgiram na planície norte da Alemanha e depois migraram para o local onde atualmente encontram-se a região Sul da Suécia e a Dinamarca (Escandinávia). Nestas localizações, havia um clima favorável e ocorreu a síntese entre povos nativos provindos da região do Danúbio, dando origem aos proto-germanos.

Durante o período que abrange os anos 2000 e 1800 a. C., os proto-germanos, introdutores da agricultura e da cerâmica na região, entraram em contato com outros povos da fatia oriental da Europa. Desta forma, passaram por uma transformação em que adquiriram a cultura da metalurgia (bronze), atividades de pastoreio, estrutura social com caráter patriarcal, a prática do sepultamento dos mortos, um dos primeiros rituais de culto aos falecidos. Os germanos foram obrigados a partir para outras áreas durante o primeiro milênio a. C. Isso ocorreu devido chegada dos celtas e das alterações drásticas no clima.

Durante o século V a.C., os germanos dividiram-se em dois grupos: ocidentais e orientais. Os primeiros foram responsáveis pela imagem bárbara que este povo ganhou ao entrar em contato com os romanos. Pelo lado dos orientais, os povos que ficaram conhecidos pelo seu poderio foram os visigodos, ostrogodos, burgúndios e vândalos. Entre suas principais características, destacam-se as bélicas. Utilizavam armamentos eficazes e possuíam cavalaria pesada. Entre as armas, as principais eram a espada de dois gumes, a lança e o escudo redondo. Apesar das inúmeras diferenças entre as tribos, os germanos eram, em sua maioria, camponeses e guerreiros.

No campo religioso, os germanos eram adoradores de fenômenos naturais como raios, trovões, a lua e o sol. Entre seus deuses, podem ser citados: Thor, que protegia os camponeses e lançava raios, Wothan, senhor das guerras, do comércio e dos mortos e Tiwaz, que comandava assembleias e dominava o céu. Os germanos acreditavam na existência de vida depois da morte. Para eles, os guerreiros mortos na guerra atingiam o paraíso, chamado de Walhalla. Já os que morriam devido a doenças ou velhice iam para o Hell (inferno). No caso das mulheres, após deixarem a vida, iam para um palácio onde encontravam a deusa Freyla.

Fontes:
MORAES, J.G.V. Caminho das Civilizações. História Integrada Geral e Brasil. São Paulo: Atual, 1998.
http://educaterra.terra.com.br/voltaire/artigos/germanos2.htm
http://www.alconet.com.ar/varios/mitologia/germana/mito06.html