Dinastia Nerva-Antonina

Graduada em História (Udesc, 2010)
Mestre em História (Udesc, 2013)
Doutora em História (USP, 2018)

Diferente das dinastias que a antecederam, a dinastia nerva-antonina não se baseava em parentesco, ou seja, seus membros não estavam ligados entre si por laços sanguíneos. Sua associação era garantida por adoção ou mesmo pela participação no governo imperial. Foi durante o governo desta dinastia que se considera que Roma tenha vivido a sua Idade de Ouro, um período de estabilidade e prosperidade.

Nerva (96-98 d.C.)

Estátua do Imperador Nerva. Foto: Marie-Lan / via Wikimedia Commons / Domínio público

Nerva foi o primeiro imperador desta dinastia. Governou Roma entre 96 d.C. e 98 d.C. Durante seu governo procurou mediar relações tanto com o senado como com o povo. O principal legado de seu governo foi a estabilidade econômica, pois Nerva empenhou-se em reorganizar as finanças do Império. Ficou pouco tempo no poder, tendo sido substituído por Trajano.

Trajano (98-117 d.C.)

Busto do Imperador Trajano. Foto: Bibi Saint-Pol / via Wikimedia Commons / Domínio público

Trajano que esteve à frente do Império Romano entre os anos de 98 e 117. Ele foi considerado um dos melhores imperadores de Roma pois consolidou políticas para a melhoria das relações comerciais, investindo em portos, e controlou com atenção as finanças do Império, investindo em obras públicas com cautela, mas sem deixar de fazê-las. Trajano carregava duas características: era um bom administrador, mas também um bom militar. Foi também em seu governo que expandiu o Império, a partir de conquistas em guerras, em direção ao Oriente. Trajano faleceu em 117 e foi sucedido por Adriano, outro importante imperador da dinastia nerva-antonina.

Adriano (117-138 d.C.)

Imperador Adriano. Foto: PLRANG ART / Shutterstock.com

Adriano governou Roma entre os anos de 117 d.C. e 138 d.C. e seu nome até hoje se destaca na História Mundial. Governou por mais de vinte anos e durante este período foi responsável por diversas realizações no Império, especialmente a partir de construções públicas e reformas significativas em Roma. Em seu governo buscou manter a paz e a segurança nas fronteiras do Império. Com o intuito de conhecer seu território, Adriano viajou por todo seu império, conhecendo outras culturas e formas de vida. Nas viagens também entrava em contato com as necessidades locais, das terras mais próximas às mais afastadas de Roma. Foi, portanto, um imperador ativo, visitando localidades e acompanhando obras públicas, como a construção de fortificações, portos e edifícios. Viajava com grandes equipes, compostas por profissionais de diferentes áreas. Essa característica de Adriano fez com que se tornasse um imperador bem quisto pelos romanos. Poucos foram os conflitos ocorridos durante seu governo. Destaca-se uma rebelião de judeus que buscavam estabelecer uma colônia romana em Jerusalém. Houve repressão aos judeus de forma violenta, e os que não foram mortos acabaram escravos.

Antonino Pio (135-161 d.C.)

Busto do Imperador Antonino Pio. Foto: Osama Shukir Muhammed Amin / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 4.0

Com o fim do governo de Adriano foi consagrado um novo imperador. Antonino Pio, adotado por Adriano, um burocrata, experiente na administração pública, governou Roma entre os anos de 135 d.C. e 161 d.C. Ele era caracterizado por sua honestidade e fidelidade à Adriano, bem como por sua serenidade. Governou Roma tendo como prioridade a ponderação nas decisões, a garantia de uma boa situação financeira para o Império, e a proteção aos escravos de abusos por parte de seus senhores. Durante seu governo foi o grande ápice do Império Romano.

Marco Aurélio (161-180 d.C.)

Busto do Imperador Marco Aurélio. Foto: Steerpike / via Wikimedia Commons

Marco Aurélio foi o sucessor de Antonino Pio, e governou Roma entre os anos de 161 d.C. e 180 d.C. Marco Aurélio fora adotado por Antonino e carregava características parecidas com seu antecessor: moderado, priorizava o conhecimento, e era um homem culto. Um filósofo que priorizou as liberdades. Seu governo foi responsável por proteger os cidadãos por meio de uma legislação mais humana. Mas, além disso, o Imperador precisou lidar com crises e com perseguições aos cristãos, iniciadas a partir de invasões ao território romano. Essas invasões, além da guerra, levaram também doenças à Roma.

Cômodo (180-192 d.C.)

Busto do Imperador Cômodo. Foto: Vladimir Korostyshevskiy / Shutterstock.com

O último imperador desta dinastia foi Cômodo, que governou Roma entre 180 d.C. e 192 d.C. Filho de Marco Aurélio, Cômodo não soube administrar o Império, levando Roma a uma crise financeira. Além disso, era uma figura excêntrica, que chegava a lutar com gladiadores nas arenas. Acabou morto em 192 d.C. quando acabou também o governo da dinastia nerva-antonina. Em seguida, o ano 193 ficou conhecido como o Ano dos Cinco Imperadores, quando vários homens reivindicavam o título de Imperador de Roma. Após, foi iniciada a Dinastia Severa.

Referências:

GIORDANI, Mario Curtis. História de Roma: A antiguidade Clássica II. Petrópolis, Ed. Vozes, 2001.

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