O Império Selêucida

Introdução

O Império Selêucida é esquecido por muitos, numa época em que o Império de Alexandre cai e se divide entre seus generais, os Diadochi. O Império Selêucida foi um vasto Império e certamente o mais forte em seu apogeu, tendo uma queda lamentável que terminou por desformar o império em 60 antes de Cristo.

Formação e Apogeu

Após a morte de Alexandre, filho de Filipe da Macedônia, seu império começou a ser disputado por seus generais, os Diadochi, onde Seleucus I, fundou na região da Babilônia o Império Selêucida em 321 a.C. Suas fronteiras se estendiam por todo o Império Oriental de Alexandre, onde posteriormente, lutando ao lado de Lysimachus na batalha de Ipsus contra Antígono , foi expandida até o norte da Síria e a região oriental da Anatólia.

Uma segunda capital, além da capital Seleuceia na porção Leste, foi estabelecida por Seleucus na porção Oeste do império, chamada Antióchia em homenagem à seu pai.
Em 281 a.C, Lysimachus é derrotado por Seleucus (sim, ex-aliados) na batalha de Corupedion, sendo esta a ultima das batalhas entre os Diadochi (generais) de Alexandre. É dito que na batalha de Corupedion, ambos os generais Seleucus e Lysimachus se encontraram e travaram uma batalha corpo á corpo, onde Seleucus venceu, assim estabelecendo seu império, em comparação com tempos modernos, na região leste da Turquia, Síria, Iran , Iraque, Líbano e Israel.
Seleucus almejava controlar as terras européias de Lysimachus (Macedônia e Trácia), mas foi assassinado por Ptolomeu Ceraunus, rei da Macedônia. Seu filho, Antíochus I Soter, falhou em prosseguir os planos de seu pai, assim criando uma época de decadência no Império Selêucida, sendo acentuada por derrotas em guerras na Síria e ameaças Galátias (Gauleses que por outros motivos foram convocados àquela região).
Eis que a ressurreição do império viria com Antiochus III O Grande, que mesmo após alguns reveses como a Quarta Guerra Síria, tendo a derrota na batalha de Raphia (onde cometeu o erro de se envolver num embate e perseguição de cavalaria, esquecendo do resto do exército), reestabeleceu a grandeza do império por controlar as revoltas Bactrias e Persas.
Com a morte de Ptolomeu V e um futuro embate na Quinta Guerra Síria, concedeu ao império Selêucida o controle sobre o sul da Síria, ex-posses Macedônias. Mas uma ameaça estava por surgir, vinda da península Itálica.

Roma e o Declínio Selêucida

Antíochus III, confiante com sua vitória sobre os Macedônios na Quinta Guerra Síria, decidiu invadir a Grécia, encorajado por Aníbal de Cartago e aliado á algumas cidades Gregas. Mas esse foi o começo do fim pro império Selêucida, onde na batalha das Termópilas (não confundir com a batalha dos 300 de Esparta) fora derrotado e posteriormente, na batalha de Magnésia, fora humilhantemente derrotado pelos Romanos, numa batalha onde Antiochus detinha superioridade numérica tanto em infantaria, quanto em cavalaria, sendo mais uma vez envolvido por uma perseguição de cavalaria, onde quando retornara à seus postos, suas falanges já estavam perdidas. Antiochus foi forçado à assinar o tratado de paz , chamado Tratado de Apamia, onde deveria entregar todos os seus territórios europeus conquistados e entregar o norte da Ásia Menor à Pergamum, não mencionando a altíssima indenização que teve que pagar.
Nos anos que se seguiram, o Império Selêucida se ocupava em pagar sua dívida e seus territórios foram reduzidos á pouco mais que a região da Anatólia e algumas cidades Sírias. Eis que, enfraquecidíssimo, o Império Selêucida foi subjugado por Tigranes, rei da Armênia, porém, anos mais tarde, Lucullus de Roma derrotara Tigranes, assim retornando, por curto período , um reinado Selêucida sob Antiochus XIII, que por motivos de guerra civil e constante turbulência, foi tomado finalmente por Roma (Gnaeus Pompeu Magno) e transformado em uma província Romana.