Pacto nipônico-soviético de não-agressão

Mestre em História (UDESC, 2015)
Pós-graduada em Direitos Humanos (Universidade de Coimbra, 2012)
Graduada em História (UDESC, 2010)

Império Japonês e União Soviética assinaram, em 13 de abril de 1941, um pacto de não-agressão, que estipulava que, por um período de cinco anos, os dois países manteriam relações amigáveis e pacíficas e que no caso de hostilidade entre uma das partes e um terceiro país, o país não envolvido se manteria neutro.

As hostilidades entre União Soviética e Japão remetem à Guerra Russo-Japonesa de 1904-1905, que envolveu a disputa de territórios da Manchúria e da Coreia. Derrotado, o então Império Russo perdeu parte da Sacalina, Porto Artur, Dairen e Coreia para os japoneses. Tais conquistas foram importantes para a consolidação do Japão como força dominante na Ásia.

Em julho de 1938, houve um ataque japonês a tropas soviéticas na região de Vladivostok. O episódio ficou conhecido como Incidente Changfukeng (ou Batalha do Lago Khasan, para os soviéticos) e deu início a outra série de conflitos. No ano seguinte, os soviéticos deram início a um embate, visto que ocuparam território disputado na Manchúria. Houve 17.000 mil mortes do lado derrotado, o japonês, e 10.000 do lado soviético.

Em 1941, as hostilidades foram postas de lado com a assinatura do Pacto nipônico-soviético de não-agressão. Para Stálin, dirigente da União Soviética, um acordo desse tipo com o Japão garantiria a segurança do país no leste, permitindo assim que seu exército (Exército Vermelho dos Operários e dos Camponeses) dedicasse atenção exclusiva aos movimentos inimigos no oeste, onde os nazistas avançavam cada vez mais em direção à fronteira com o território soviético. O pacto também atendia aos interesses do Império Japonês, pois permitia que o Kwantung (exército japonês) dedicasse toda sua ambição expansionista às posses britânicas, francesas e holandesas no sudeste asiático sem necessidade de manutenção de tropas para manter soviéticos afastados.

Além do compromisso mútuo de não-agressão, um outro acordo foi assinado entre as duas potências e estabelecia o reconhecimento de ambas da integridade territorial e inviolabilidade do Manchukuo, então território japonês, e da República Popular da Mongólia, de domínio soviético.

Em abril de 1945, o ministro das Relações Exteriores da União Soviética, Viatcheslav Molotov, anunciou que não renovaria o acordo quando este vencesse. Meses depois, em agosto, os Estados Unidos lançariam as bombas atômicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki, levando à rendição do Japão aos países Aliados. No dia 9 do mesmo mês, Stalin declarou guerra ao Japão e invadiu o estado fantoche que este mantinha na Manchúria, o Manchukuo. Tinha início a Guerra Sovietico-Japonesa, que pôs fim ao domínio japonês na Ásia.

Referência:

UK Essays. The Soviet Japanese Neutrality Pact History Essay. Disponível em: <https://www.ukessays.com/essays/history/the-soviet-japanese-neutrality-pact-history-essay.php?cref=1.>. Acesso em 20 de agosto de 2016.

CHEN, Peter. Soviet-Japanese Neutrality Pact. Disponível em: <http://ww2db.com/battle_spec.php?battle_id=199>. Acesso em 20 de agosto de 2016.