Escritores do realismo

Pós-graduada em Língua Portuguesa e Literatura (Mackenzie, 2016)
Licenciada em Letras Português-Inglês (FMU, 2012)

O Realismo iniciou-se na segunda metade do século XIX e se estendeu até o início do século XX, na França, com a obra “Madame Bovary”, de Gustave Flaubet.

Manifestou-se na literatura, no teatro e nas artes plásticas com uma visão contrária à do Romantismo, isto é, uma visão materialista e objetiva.

Os escritores da época eram considerados antirromânticos, porque eles queriam derrubar o que o Romantismo pregava. A partir de agora, as obras abordavam temas de uma forma mais clara e real, como realmente aconteciam os fatos.

Nelas, os escritores faziam críticas sociais contra a injustiça e a opressão, com o intuito de que houvesse uma transformação do que eles acreditavam que estava incorreto.

Muitas dessas obras ganharam influência de teorias científicas da segunda metade do século XIX.

Em Portugal, o Realismo teve início com a obra “O Crime do Padre Amaro”, de Eça de Queiros. Já no Brasil, o Realismo iniciou-se no fim do século XIX, com a publicação do romance “O Mulato” (1881) de Aluísio de Azevedo.

Assim como os escritores portugueses e franceses, os escritores brasileiros também se preocupam em demonstrar os problemas da realidade social, política e econômica.

Nessa época, era comum eles tratar sobre temas relacionados com a abolição da escravatura.

Principais temas abordados no Naturalismo:

  • Miséria das cidades;
  • Crise da produção no campo;
  • Péssimas condições de vida;
  • Crítica ao tradicionalismo da sociedade;
  • Crítica ao conservadorismo da Igreja;
  • Violência;
  • Crimes;
  • Sexualidade;
  • Adultério;
  • Política.

Escritores e obras mais importantes do realismo:

  • Gustave Flaubet (1821-1880) foi um escritor francês. Sua principal obra é: “Madame Bovary” (1857), que retrata assuntos cotidianos, como o amor. Esse tema é tratado de uma forma totalmente diferente do Romantismo. O autor fala ainda sobre o adultério e suas possíveis consequências a quem o cometesse. Esses assuntos são escritos de forma direta e objetiva.
  • Eça de Queiros (1845-1900) foi um escritor e diplomata, considerado o precursor do realismo português. As suas principais obras são: “O Crime do Padre Amaro” (1875), “O Primo Basílio” (1878) e “Os Maias” (1888). As suas obras retratam a sociedade portuguesa do século XIX: cidade provinciana, influência do clero, pequena e média burguesia de Lisboa, intelectuais, aristocracia e alta burguesia.
  • Aluísio de Azevedo (1857 – 1913) foi um romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista, considerado o precursor do realismo no Brasil. Sua obra “O Mulato” (1881) foi considerada o marco inicial da época, que traz como tema central o preconceito racial. Também escreveu “O Cortiço” (1890), que trata sobre a realidade brasileira do século XIX: as relações e o comportamento dos personagens.
  • Adolfo Ferreira Caminha (1867-1897) foi um escritor, considerado um dos maiores representantes da literatura do realismo brasileiro. Sua principal obra que merece destaque é “A Normalista” (1893), de cunho regionalista. Também escreveu “Bom Criolo” (1895) que foi considerado um romance ousado, uma vez que trata sobre a homossexualidade. As suas obras tratam sobre temas de violência, perversão, crimes e tragédias, além da homossexualidade citada anteriormente.
  • Herculano Marcos Inglês de Sousa (1853-1918) foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Publicou “O Coronel Sangrado” (1877), mas em 1891 foi reconhecido pela obra “O Missionário”, que trata sobre a influência do meio sobre o indivíduo.

Fontes:

Módulo do ensino integrado: língua portuguesa. São Paulo: DCL, 2002. p. 131-134.

https://www.stoodi.com.br/blog/2018/04/26/realismo-e-naturalismo/

https://www.youtube.com/watch?v=U1n10iIOx4g

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