Tigre

Graduada em Ciências Biológicas (USU, 2009)

O tigre, Panthera tigris, é o maior felino encontrado no planeta. Estão classificados como mamíferos e carnívoros assim como os outros representantes do gênero Panthera (leão, onça-pintada, leopardo, jaguar-europeu – este último já extinto). Das 8 subespécies descritas pelos cientistas, apenas 5 ainda sobrevivem, sendo elas espécies-tipo diferentes: Tigre siberiano, Tigre de Bengala, Tigre de Sumatra, Tigre do sul da Ìndia e o Tigre Indochinês. Estão localizados pela Ásia, da Sibéria às ilhas de Bornéu e Sumatra, na Indonésia. Habitam geralmente as estepes geladas, florestas úmidas e bosques.

Tigre-siberiano. Foto: Eduard Kyslynskyy / Shutterstock.com

As principais características são: comprimento de 1,40 a 2,60 m (sem a cauda), a cauda pode ter mais de 1 metro, pesam entre 130-320 kg, cinco dedos em cada pata dianteira e quatro em cada pata traseira. A maioria deles caça a noite (são noturnos), enorme mandíbula, dentes grandes e afiados, andar macio e fortes garras. Possuem um excelente olfato, uma audição aguda, ótima capacidade de enxergar bem na escuridão e sobem com facilidade em árvores.

Na sua maioria, os membros selvagens têm pelo bege-escuro, na mesma tonalidade da cor das folhas mortas ou da rocha sem vegetação, que fazem parte do seu habitat e assim podem se esconder para atacar à presa. A emboscada da presa é crucial para conseguir alimento, pois não são animais que conseguem correr grandes distâncias. Com suas grandes patas acolchoadas, ele pode rastejar em completo silencio, até ficar a poucos metros da presa. As presas podem pesar de 30 a 900 kg, onde o tigre irá consumir até 18 kg de uma única vez, ficando então alguns dias sem se alimentar. Alimenta-se principalmente de porcos selvagens, veados, cervos, ursos e ruminantes de todos os tamanhos e variando conforme sua localização.

Tigre de Sumatra. Foto: ylq / Shutterstock.com

Existem ainda no mundo em torno de 7000 espécimes, somadas todas as subespécies, distribuídos em reservas naturais e em liberdade nas selvas. Em cativeiro sobrevive por volta de 20 anos e no meio ambiente dificilmente passa dos 15 anos, basicamente por terem dificuldade de conseguir alimento e afugentar caçadores.

Durante o período de reprodução as fêmeas atraem seus parceiros emitindo um forte rugido. A duração dos períodos de gestação varia segundo as espécies, mas de maneira geral a gestação dura de 100 a 108 dias, geralmente de 2 a 5 filhotes por ano. Cada filhote leva de 1 a 2 e meio para atingir sua independência, entretanto antes de completar sua maturidade sexual e autonomia, a genitora alimenta o filhote com seu leite, além de trazer caças para os filhotes e ensiná-los a identificar e caçar o alimento para sobreviver.

As subespécies podem ser separadas segundo a coloração de sua pelagem, sendo:

  • Tigre Siberiano: têm uma coloração dos pelos amarelada mais clara que os outros tigres. As linhas em seu dorso são mais espaçadas e com um tom mais para o marrom. A parte frontal da cabeça e do abdômen são esbranquiçadas;
  • Tigre do sul da China: Sua coloração é mais amarelada que o tigre siberiano, e suas linhas dorsais são mais próximas;
  • Tigre Indochinês: geralmente menor em estatura quando comparado aos outros, suas listras são mais estreitas e um laranja mais profundo e mais vibrante de sua pelagem, que é por vezes referida como dourada/ouro.
  • Tigre de Bengala: com pelos curtos alaranjados e listras pretas, possuem as variações na cor branca, o Tigre Branco e na cor dourada, o Tigre Dourado.
  • Tigre de Sumatra: Tem a coloração mais escura entre todos, com riscas mais para o tom preto e sempre duplicadas.

Tigre de Bengala. Foto: neelsky / Shutterstock.com

As principais ameaças contra os tigres são: a perda do habitat para extração de madeira ou transformação em campos agrícolas, a caça predatória onde muitas culturas asiáticas acreditam que quase todas as partes dos tigres são medicinais, o consumo de sua carne e a venda de sua pele.

Bibliografia:

GIHLEMANN, J.L. 1995. Carnivore Behavior. Ecology and Evolution. EUA. 183p.

PABEL, R. 1982, Phi Phi, As Ilhas Irmãs do Sul da Tailândia. Revista Geográfica Universal. 91(2):73-82.

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