Onça-pintada

Graduada em Ciências Biológicas (USU, 2009)

A onça-pintada (Panthera onca) são animais carnívoros que apresentam corpo e cauda com pelo curto, as patas são adaptadas a vida cursorial, o focinho é curto e as orelhas pequenas e arredondadas. Os sentidos mais apurados são a visão e a audição, apesar do olfato também ser bem desenvolvido, quando comparado com outros animais, apresenta uma inferioridade. A mandíbula e os dentes são bem fortes, o que lhe permite a captura de animais maiores do que eles. O comprimento total (cabeça à cauda) é de até 2,70 metros e pesa entre 35 kg e 158 kg. Sua pelagem varia do amarelo-claro ao castanho e é caracterizada por manchas pretas em forma de rosetas de diferentes tamanhos, essas manchas são características que dão nome vulgar ao animal (nome não científico utilizado pela população) e funcionam como marcações para diferenciar os indivíduos, pois são únicas em cada um deles. Em muitas regiões, as onças são chamadas de tigres, provavelmente, devido a uma herança cultural dos primeiros imigrantes e colonizadores.

Onça pintada (Panthera onca). Foto: Leonardo Mercon / Shutterstock.com

O gênero Panthera conta com 4 espécies, sendo: a onça (Panthera onca), o leão (Panthera leo), o tigre (Panthera tigris) e o leopardo (Panthera pardus). Todos foram propostos e descritos por Linnaeus, 1758. Sua classificação é:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Mammalia
  • Ordem: Carnivora
  • Família: Felidae
  • Subfamília: Pantherinae
  • Gênero: Panthera
  • Espécie: Panthera onça

A onça é o maior felino das Américas e o único representante do gênero Panthera no continente. É encontrado em quase todos os biomas brasileiros, exceto nos Pampas. Estima-se que o tamanho populacional no país seja inferior a 10 mil indivíduos. Dentre os biomas brasileiros, a floresta Amazônica é a região com maior proeminência deste animal. Enquanto na floresta Atlântica é o bioma com menor incidência, possivelmente, devido a fragmentação deste ecossistema. Apesar de não haver estudos atualizados sobre o registro de onças-pintadas no Brasil, a espécie encontra-se ameaçada de extinção, devido, principalmente: o desmatamento, o número reduzido de indivíduos e o abatimento deste animal muitas vezes por atacar rebanhos. Não há indícios de estes animais conseguirem sobreviver em ambientes alterados pelo homem, assim como na interação com o homem, pois costumeiramente fogem ao perceber ação humana.

Onça-pintada. Foto: Christian Vinces / Shutterstock.com

Podem se reproduzir durante o ano todo, com as fêmeas atingindo a maturidade sexual por volta dos 2-3 anos de idade e os machos aos 3-4 anos. A gestação dura de 90 a 111 dias e geralmente nascem de 1-4 filhotes por ninhada. Os filhotes permanecem aos cuidados da mãe de um ano a um ano e meio, e o pai não apresenta nenhum tipo de cuidado parental.

As onças possuem hábitos crepusculares e noturnos, mas também podem ser encontradas se deslocando durante o dia. Necessitam de alguns quilômetros quadrados para estabelecer sua região de caça, nela ainda devem conter animais-presa como: répteis, aves, pequenos mamíferos e grandes mamíferos (como anta e bovinos). São considerados animais solitários, sendo encontrados aos pares apenas no período de reprodução (acasalamento) e os filhotes-jovens que muitas vezes já apresentam o porte do adulto. Sua longevidade é de 15 anos em vida livre.

Bibliografia:

MORATO, R. G. et al. Avaliação do risco de extinção da Onça-pintada – Panthera onca (Linnaeus, 1758) no Brasil. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 2011.

Site do ICMBIO: http://www.icmbio.gov.br/cenap/carnivoros-brasileiros.html. Acessado em: 27/01/2018.

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