Cromoterapia

Publicado em 07/01/2022
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Cromoterapia é uma prática da aplicação das cores do espectro solar para a cura de doenças. Visa restaurar o equilíbrio físico-energético em áreas do corpo humano com alguma disfunção. Cada cor possui uma vibração específica e uma capacidade terapêutica. São elas: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Da mesma forma, estas são as cores que compõe o arco-íris.

História e a teoria das cores

Há evidências arqueológicas de que a cromoterapia foi praticada nos templos de Heliópolis, no Egito Antigo e também na China e na Índia. No século XVII, Isaac Newton, criador das leis da física e um dos pais da ciência moderna, desenvolveu o experimento denominado “Fenômeno das Cores”, afirmando que a luz do Sol sobre um objeto branco reflete os raios solares, enquanto um objeto preto absorve todos os raios solares. Segundo Newton, a luz se decompõe nas cores do arco-íris no seu espectro visível e, no lado oposto do prisma, as cores se unem numa unidade branca.

Em 1810, o escritor alemão Johann Wolfgang Von Goethe publicou a “Teoria das Cores”, um tratado contra o pensamento mecanicista da época e a racionalização da natureza. Para Goethe, as cores surgiam da interação da luz e da escuridão. A obra investiga o efeito das diferentes cores sobre os seres humanos, ou seja, o efeito sensorial-moral das cores. Ele subdivide em três categorias suas descrições: cores fisiológicas, físicas e químicas, indicando uma interdisciplinaridade entre a fisiologia, a física e a química para culminar na significância das cores em termos estéticos e morais como fenômeno incluso dentro do psicológico e filosófico.

Diversos pesquisadores já afirmaram sobre o modo como a luz se propaga. Algumas correntes apoiaram a teoria ondulatória e outras preferiam a teoria das partículas. A vibração de uma cor seria percebida não apenas pela visão, mas sobre todos os sistemas e órgãos físicos do corpo que reagem a essas frequências.

Aplicações e terapias complementares

Para fins terapêuticos, alguns especialistas acreditam que através de um intercâmbio ressonante de energia as cores reequilibram os chakras (centros de energia localizados no corpo, da cultura hindu). No caso da fototerapia (técnica utilizada com luzes artificiais ultravioletas), a aplicação é feita em recém-nascidos com icterícia, no tratamento de psoríase e vitiligo; e também tem ação anti-inflamatória.

Ilustração: Peter Hermes Furian / Shutterstock.com

A cromoterapia tem aplicação abrangente, utilizada desde a fibromialgia, passando por depressão e até efeitos colaterais do tratamento de câncer, sendo um método complementar ao tratamento convencional. Pode ser aplicada por: bastões de luz, banhos de imersão, posição meditativa, entre outros. Cada cor tem suas propriedades e age em pontos específicos, geralmente mais de uma cor é utilizada para o tratamento. A cor laranja, por exemplo, é indicada para quem vive processos com quadro de depressão. No caso das cores frias, como o verde e azul, são as mais indicadas para dores musculares e inflamações. O amarelo pode estimular o sistema nervoso central, e o vermelho ativar a circulação sanguínea auxiliando no bom funcionamento do coração.

Práticas integrativas no SUS

A prática foi reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como terapia complementar em uma Conferência Internacional de Atendimentos Primários em Saúde, ocorrida em 1962. No Brasil, a portaria de número 702 (2018) incorporou a cromoterapia nos sistemas nacionais de saúde, denominada pelo Ministério da Saúde como “Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS)”. Aplicada por voluntários no Hospital Estadual do Mandaqui, na zona norte de São Paulo, a Cromoterapia ajuda na recuperação de pacientes com hepatite, obesos mórbidos e ostomizados.

Fontes:

https://siteantigo.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/esporte/definicao-de-cromoterapia/50824

http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao44/materia05/

https://www.saopaulo.sp.gov.br/ultimas-noticias/terapias-alternativas-dao-bons-resultados-no-hospital-estadual-do-mandaqui/

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2018/prt0702_22_03_2018.html

https://educare.fiocruz.br/resource/show?id=ABrqPvtB

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