Poluição luminosa

Graduada em Ciências Biológicas (UNESP, 2001)
Mestre em Agronomia (UNESP, 2005)
Especialização em Gestão Ambiental (Anhanguera, 2010)

De acordo com o Laboratório Nacional de Astrofísica, a poluição luminosa pode ser definida como a iluminação artificial utilizada de modo excessivo e inapropriado ao seu objetivo. Os efeitos dessa desse tipo de poluição afeta áreas onde a presença da luz artificial não é útil e ultrapassa os níveis de intensidade adequados (BUENO, 2005).

Já o Decreto de Proteção da Atmosfera define a poluição luminosa como aquela iluminação artificial que irradia além das áreas destinadas e principalmente se essa irradiação ultrapassa a linha do horizonte (ANCILOTTO, 2003).

Tipos de poluição luminosa

De acordo com o Laboratório Nacional de Astrofísica existem três categorias de poluição luminosa:

  • Brilho do céu (Sky glow) proveniente das luzes direcionadas para o alto que causa o aspecto laranjado do céu.
  • Ofuscamento (glare) que é a luz excessiva e direta nos olhos que prejudica a visão causando uma cegueira momentânea. Pode-se citar como exemplo os faróis desregulados de automóveis que atrapalham a visão do motorista que dirige um veículo na direção oposta a do carro com iluminação ofuscante.
  • Luz intrusa que é a iluminação de um ambiente que invade a iluminação de outro ambiente.

Problemas relacionados à Poluição Luminosa

Aumento do brilho de fundo do céu noturno que diminui a visibilidade dos astros é considerado o maior problema para observação astronômica (BUENO, 2005). Outro problema é a chamada iluminação intrusa que consiste na presença de luz artificial em ambientes que não deveriam receber essa iluminação durante a noite como casas, violando as propriedades e os direitos de quem lá reside. Também existe o ofuscamento que é a sensação visual promovida pelo excesso de luz ou brilho que gera desde um desconforto até a perda da visão.

Além dos problemas visuais que causam de um desconforto até problemas mais graves, existem impactos para a observação astronômica e também para os ecossistemas.

Os animais com hábitos noturnos são prejudicados como as aves migratórias, tartarugas marinhas, répteis, anfíbios e insetos. Os animais normalmente guiam-se pela Lua e por estrelas, com a interferência luminosa podem ficar desorientados e voar em círculos sobre as fontes luminosas chegando a exaustão e morte.

A poluição luminosa pode afetar também a saúde e ter um impacto social, sendo relacionada ao aumento na incidência de alguns tipos de câncer. Com a luz a produção do hormônio melatonina é reduzida e a falta desse hormônio relaciona-se ao aumento do risco de câncer mamário (LNA, 2017).

A poluição luminosa contribui para o aparecimento de sintomas como cansaço visual, sonolência, dor de cabeça e outros sintomas. Relaciona-se ao aumento no número de acidentes de trânsito.

A poluição luminosa apesar de ser pouco discutida em escolas e outros espaços é um tipo de poluição que afeta nossa vida e também a vida dos animais. Para evitá-la é preciso fazer adaptações nos postes de iluminação das vias públicas, regular os faróis dos automóveis e controlar o excesso de iluminação. Essas ações dependem do indivíduo comum e também do poder público.

Leia também:

Referências:

ANCILOTTO, E. R. Poluição Luminosa. 2003. 74 f. Monografia (graduação) – Curso de Engenharia Ambiental, Escola de Engenharia de Piracicaba, Piracicaba, 2003.

BUENO, B. A.A. Poluição luminosa: impactos científicos, ambientais e educacionais. 2005. 41 f. Faculdade de Física, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, 2005.

Laboratório Nacional de Astrofísica. Identificação e combate à Poluição Luminosa. Disponível em: http://www.lna.br/lp/apostila_pl.pdf. Acesso em: 30/04/2017.

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