Peixe-limpador

O peixe-limpador, também conhecido como peixe-dentista, é um notável faxineiro da natureza. Ele desenvolve a delicada missão de manter livre de parasitas o corpo de muitos peixes. Apesar do tamanho (8 a 10 cm de comprimento), não tem medo de aproximar-se de grandes peixes, nem mesmo de penetrar na garganta de grandes predadores, para fazer uma faxina interna. O peixe-limpador é particularmente abundante nas costas do oceano Índico e no Mar Vermelho.

Peixe-limpador. Foto: iliuta goean / Shutterstock.com

Possuem uma única barbatana dorsal. A barbatana caudal é truncada e arredondada. A boca é provida de lábios bem desenvolvidos; os dentes caninos constituem o seu principal instrumento de trabalho na busca de parasitos.

São peixes onívoros, chegando a comer até sua prole. Todavia, sua dieta é constituída, basicamente, dos parasitos que infestam a pele e as brânquias de seus hospedeiros.

O limpador penetra nas cavidades branquiais dos peixes, onde em geral há maciças concentrações de parasitos.

Ao que tudo indica, o limpador estabelece seu território constituindo “áreas de limpeza”, que passam a ser freqüentadas por um grande número de peixes dispostos a submeter-se à faxina.

O limpador atrai o “cliente” com uma série de evoluções (a “dança da faxina”). Esse ritual é menos frequente quando limpador e “cliente” são velhos conhecidos. Num certo momento, o hospedeiro comunica ao limpador a sua intenção de dar por terminada a limpeza, sacudindo a cabeça ou entrecerrando várias vezes a boca e os operáculos.

A fêmea vigia o ninho sozinha. Os alevinos possuem uma coloração cinzenta, mais ou menos translúcidos. Leva alguns meses para estes adquirirem a cor e as características dos pais.

Existe um pequeno peixe que é extremamente parecido com o limpador, imita também de maneira surpreendente o seu comportamento. Assim ele consegue aproximar-se dos hospedeiros desprevenidos para lhes arrancar pedaços de barbatanas, de que se alimentam.

Fontes:
Guia Ilustrado- O Mundo dos Animais – Peixes III. Editora Nova Cultura, 1990.

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