Família Lecythidaceae

A família Lecythidaceae pode ser encontrada sob a forma de árvores de grande porte ou arbustos. Algumas características desta família ainda estão obscuras, tais como o seu provável monofiletismo e uma caracterização específica dificultada. Lecythidaceae contém 20 gêneros e aproximadamente 300 espécies, e estão dispersas principalmente nas florestas pluviais e na África Ocidental.

Dos 20 gêneros, os maiores são: Eschweilera, Gustavia e Barringtonia com, respectivamente, 90, 40 e 40 espécies. Porém, em solo brasileiro (mais precisamente na região amazônica) também é possível encontrar espécimes representantes: por aqui estão presentes cerca de 13 gêneros e 150 espécies.

Lecythidaceae
Lecythidaceae
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Ericales
Família: Lecythidaceae

As espécies contam com o auxílio das abelhas e morcegos para serem polinizadas. Já a dispersão fica por conta do vento, das aves, dos morcegos e de tantos outros pequenos mamíferos.

Do ponto de vista econômico, as sementes da espécie Bertholletia excelsa, conhecida popularmente como castanha-do-pará, são muito rentáveis para quem as comercializa. São sementes com altos índices de calorias, utilizadas no preparo de muitos pratos na culinária da região ou mesmo degustadas direto da casca. Ainda há outras espécies importantes economicamente, como a castanha-de-macaco que é cultivada para fins ornamentais e matamatás, sapucaias e jequitibás com fins madeireiros.

Morfologicamente podemos perceber que em muitas espécies não há estípulas, e nas espécies em que há, as estípulas são pequenas. As folhas aparecem compondo um grupo foliar no ápice dos ramos, sendo folhas simples. O limbo pode ser inteiro ou denteado, e a nervura predominante é a peninérvea. As inflorescências estão presentes também e são do tipo racemos ou panículas (axilares ou terminais).

As flores atraentes são grandes e exuberantes, são também bissexuais e quase sempre zigomorfas (simetria bilateral) graças a algumas alterações que ocorrem no androceu. As sépalas estão presentes em números variados, são livres ou imbricadas, e mais raramente podem estar conatas. Já as pétalas são 4 ou 6, do tipo carnosas, também podem ser livres ou imbricadas, e em alguns casos podem inclusive estar ausentes. O ovário é ínfero e sincárpico, com o hipanto se prolongando sobre ele, com 2 ou 6 carpelos e lóculos na mesma proporção numeral.  Os estames podem chegar ao número de mil (variando entre mais ou menos), amadurecendo centrifugamente, sendo os filetes atados na base, formando uma espécie de anel estaminal alongado unilateralmente em uma lígula que pode ser achatada, cocleariforme (em forma de colher) ou plana. Nas espécies em que não há a presença de pétalas, os estames mais externos são estaminoidais e atados a uma corona, que é um conjunto de fímbrias com estaminódios ou estames modificados.

O fruto desta família apresenta uma injúria calicina em seu ápice, na maioria das vezes é um fruto que se mantém pendurado e quando amadurece a parte inferior desprende-se da superior e cai com a ajuda da gravidade. A parte superior deste fruto é como se fosse uma tampa que se destaca do restante do fruto na altura dessa linha calicina (ou cicatriz).

Bibliografia:
http://www.freewebs.com/rapinibot/embriofitas/parte9.pdf
http://pt.wikipedia.org/wiki/PixíDdio