Linguística

Mestre em Ciências Humanas (CEFETRJ, 2014)
Especialista em Linguística, Letras e Artes (CEFETRJ, 2013)
Graduada em Letras - Literatura e Língua Portuguesa (UFRJ, 2011)

A Linguística é uma ciência recente, inaugurou-se no início do século XX. Mas muito antes disso a humanidade já demonstrava grande interesse pelas questões da linguagem e da mente humana. A Linguística como conhecimento sistematizado teve que demonstrar suas metodologias e delimitar precisamente seu objeto de estudo. Podemos defini-la como o estudo científico que visa descrever ou explicar a linguagem verbal humana. É importante destacar que o estudo da linguagem é distinto do estudo da gramática tradicional normativa. A Linguística não tem como objetivo transcrever normas ou ditar regras de correção para uso da linguagem, mas sim, analisar e estudar o que faz parte da língua em si. Essa ciência se interessa e tem como matéria de reflexão os estudos da linguagem concentrados na parte oral, verbal e também na modalidade escrita.

Vale ressaltar que os sinais que o homem produz quando fala ou escreve são denominados signos. Além de possibilitar uma dimensão simbólica, eles também servem como elemento comunicador e de expressão existencial. Existem outros signos além dos possibilitados pela linguagem verbal, como por exemplo a pintura, a mímica e o sinal de trânsito. Os signos, de modo geral, são objetos de estudo de uma outra ciência, denominada Semiologia. Já os signos da linguagem verbal especificamente são objetos de estudo da Linguística.

A Linguística como é conhecida hoje teve início com o Curso de Linguística Geral, do suíço Ferdinand de Saussure, mestre da Universidade de Genebra e pai da Linguística Moderna. Com Saussure a Linguística ganha um objeto específico: a língua. Na década de 1950, Noam Chomsky oferece outras possibilidades teóricas para a Linguística: a gramática gerativa. Para ele a tarefa do linguista é descrever a competência do falante de produzir e compreender todas as frases de sua língua. Os estudos do norte americano são baseados na sintaxe e trazem contribuições da matemática e da biologia para a área.

A Linguística é construída a partir de uma divisão, já que ela é conhecida como ciência da língua (enquanto sistema de signos e conjuntos lógicos) e das línguas (idiomas históricos falados por outros povos). Assim sendo, na história da linguística, nenhuma questão é definitivamente respondida e nem posta de lado. Após ficar certo tempo deslocada, volta à cena. É importante mencionar que existem inúmeras tendências e abordagens no campo da Linguística atualmente. Abordagens como a Linguística Cognitiva e a Sociolingüística oferecem uma gama diversificada de estudos e possibilidades de se pensar a língua.

No Brasil, o professor e pesquisador Marcos Bagno é um autor de importantes livros que privilegiam a abordagem sociolinguística. Não só o trabalho de Bagno, mas também de diversos pesquisadores e núcleos de pesquisas linguísticas do país trouxeram uma visão de amplitude ao estudo e conceito de língua na educação brasileira. É preciso investigar a língua para além de suas prescrições normativas, entender seus usos e contextos, esse é o compromisso e o desafio das pesquisas linguísticas no Brasil e no mundo.

Bibliografia:

ORLANDI, Eni de Lourdes Puccinelli. O que é lingüística?. São Paulo: Brasiliense, 2009.

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