A saída do Egito

A saída do Egito é uma passagem bíblica que está relatada no Velho Testamento, no livro de Êxodo, que justamente significa “saída”. Esta é considerada por muitos a passagem mais importante da história do povo de Israel, pois até então os israelitas viviam como escravos e essa libertação deu origem a primeira páscoa.

De acordo com as escrituras, Deus escolheu Moisés para ser seu instrumento neste processo de libertação do povo. Moisés era um hebreu que havia sido criado pela filha do Faraó, que o encontrou ainda bebê dentro de um cesto boiando num rio; ele era inteirado da cultura e linguagem egípcias e capaz de falar ao faraó em sua própria língua. E apesar de ter sido criado como príncipe do Egito, não se conteve e defendeu um escravo hebreu, ao ver que este sofria uma agressão... a partir daí se tornou um foragido daquela mesma terra.

Anos mais tarde, já casado, vivendo na terra de Mídia, o Senhor teria chamado de Moisés durante uma tarde de trabalho no campo, falando a ele por meio de uma sarça ardente. No diálogo entre eles o Senhor encoraja a Moisés que retorne ao Egito, pois já havia morrido quem o perseguia; além de dar sinais a Moisés (com o cajado que se transformava em cobra, e a mão ora leprosa ora curada) que seria com ele. Vale ressaltar que este diálogo entre Moisés e Deus evidencia a compaixão de Deus, ao ouvir o clamor do povo escravizado, e a existência de uma aliança feita por Deus com Abraão, e seus descendentes Isaque e Jacó.

O processo de retirada do povo israelita do Egito foi complicado, em vista da resistência do Faraó em autorizar a saída do povo. Um total de 10 pragas foram enviadas ao Egito para que o povo fosse libertado: as águas dos rios que se tornaram sangue, as rãs, piolhos, moscas, peste em animais, úlceras, chuva de pedras e fogo, gafanhotos, trevas durante 3 dias, até que culminou com a morte dos primogênitos de todas as famílias egípcias, incluindo os animais!

Neste dia, grande foi o pranto do povo egípcio e, quando finalmente Faraó consentiu em libertar o povo, saíram todos às pressas, carregando pertences e pães sem fermento. O ápice dessa trajetória ocorre diante do Mar Vermelho, quando Senhor fala com Moisés para tocar como cajado no mar e ele se abre, para o povo passar, já que Faraó, mais uma vez, havia se arrependido e estava com seus soldados atrás, tentando alcança-los para fazê-los voltar escravizados.

Consta que o mar se abriu e o povo passou. Quando o mar novamente se fechou, os soldados de Faraó foram vencidos pelo mar. O povo então liberto passou a viver no Deserto, na expectativa de alcançar a terra prometida, ou seja, entrar em Canaã. E durante o trajeto, uma coluna de fogo os guiava à noite e uma coluna de fumaça os guiava de dia. Houve dia de “chover codornizes” do céu, como manifestação do poder de Deus, a responder o povo que sentia falta de comer carne. Do céu caiu maná. E embora não tenha sido fácil a permanência no deserto, o povo tenha murmurado, e entre outras dificuldades, Deus jamais deixou de sustentar o povo. Inclusive, suas roupas sequer foram gastas durante os quarenta anos que permaneceram no deserto. Sobretudo, a promessa foi cumprida, quando Josué (escolhido como sucessor de Moisés) e Calebe, junto à nova geração israelita, tomaram posse da terra prometida.

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

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