Ocupação da França

Mestre em História (UDESC, 2015)
Pós-graduada em Direitos Humanos (Universidade de Coimbra, 2012)
Graduada em História (UDESC, 2010)

A ocupação da França pelos nazistas iniciou-se em 10 de maio de 1940, com ataques relâmpagos (Blitzkrieg). O posicionamento francês na Linha Maginot, um conjunto de fortificações interligadas por trilhos subterrâneos construído na fronteira com a Alemanha, mostrou-se inútil. Em três semanas, as tropas aliadas foram evacuadas para o Canal da Mancha, abandonando a parte continental da Europa. Em menos de um mês, norte e oeste do país estavam ocupados. A capital da França, Paris, capitulou diante dos alemães em 14 de junho de 1940.

Hitler posa para fotografia em frente à Torre Eiffel, no centro de Paris. Foto: via Wikimedia Commons

Hitler posa para fotografia em frente à Torre Eiffel, no centro de Paris. Foto: via Wikimedia Commons

Enquanto as forças nazistas avançavam, milhões de refugiados abandonavam suas casas a fim de deixar a França antes que as forças nazistas ocupassem suas cidades. Cerca de 10 milhões de pessoas viajaram em direção ao sul do país de carro, trem, bicicletas e até mesmo a pé. Em pouco tempo, as estradas estavam lotadas, impossibilitando a passagem de tropas francesas que avançavam em direção ao norte. Paris foi abandonada e declarada “Cidade Aberta”, facilitando a marcha dos nazistas sobre a mesma.

Em 22 de junho, o governo francês, presidido por François Lebrun, assinou o Armistício de Rethondes com os alemães. Esse acordo dividiu a França em duas: a zona ocupada pelos nazistas e a zona não ocupada, equivalente a dois quintos do país, governada pelos franceses e com a capital na cidade de Vichy, ao sul. Além disso, os franceses se comprometeram a entregar todos os judeus à Alemanha e a desmobilizar suas Forças Armadas. Estava formado o Governo de Vichy (ou Regime de Vichy), que serviria aos interesses dos alemães. Diante disso, a Grã-Bretanha cortou relações diplomáticas com a França em 5 de julho do mesmo ano. Cinco dias depois, Lebrun autorizou que o Primeiro-Ministro, Marechal Philippe Pétain, promulgasse uma nova Constituição. No dia seguinte, Marechal Pétain assumiu o posto de chefe de Estado Francês. Consolidavaa-se a formação do governo-fantoche francês.

De caráter nacionalista e antisemita, o regime de Vichy limitou o direito de livre circulação de judeus, criou um registro dessa população, confiscou suas propriedades e, por fim, enviou dezenas de milhares para campos de concentração. Em novembro de 1942, os nazistas ocuparam o território de Vichy, agravando ainda mais as perseguições e mortes de judeus e outros grupos perseguidos.

A rendição da França foi um grande golpe para parte da população, que sentia seu orgulho nacional ferido e repudiava o colaboracionismo de Vichy. Organizou-se, então, um movimento de resistência, que trabalhava em conjunto com os Aliados fornecendo informações,  ajudando na fuga de pilotos, cortando linhas de comunicação dos alemães e até mesmo atacando-os quando possível. A Resistência Francesa, como ficou conhecido o movimento, teve importante papel na vitória aliada.

Em 6 de junho de 1944, as tropas Aliadas desembarcaram na Normandia, costa norte da França. Tal evento foi chamando de “Dia D” e marca o início do processo que levou à derrota nazista. Em agosto, Paris foi libertada, e até o fim de 1944 a maior parte do território francês deixava de ser domínio alemão.

Referências:
http://www.eyewitnesstohistory.com/francedefeat.htm
http://www.yadvashem.org/yv/en/holocaust/france/occupation.asp#!prettyPhoto
http://www.historylearningsite.co.uk/world-war-two/resistance-movements/the-french-resistance/
http://www.exordio.com/1939-1945/codex/Documentos/compiegne.html