Panamá

Por Emerson Santiago
A República do Panamá (República de Panamá, em espanhol) é um país independente, e o mais meridional dos países da América Central. Localizado no istmo que liga as américas do norte e sul, é limitado a oeste com a Costa Rica e a sudeste com a Colômbia. Sua área é de 75.517 km² (equivalente aos estados da Paraíba e Alagoas combinados), e a capital é a Cidade do Panamá. A população total do país é de 3.6 milhões e a maioria segue a religião cristã, de cunho católico. A moeda local é o Balboa, e a língua oficial é o espanhol, sendo que o inglês é uma segunda língua comum falada pelos indígenas a oeste e por muitos empresários e profissionais.

O Panamá tem a maior floresta tropical do hemisfério ocidental fora da Bacia Amazônica, lar de um enorme conjunto de plantas tropicais, animais e pássaros, alguns deles não encontrados em nenhum outro lugar do mundo. A cultura, costumes e língua locais são predominantemente hispano-caribenha. A população é de descendência africana, caucasiana, indígena, chinesa, além de outros grupos menores. Mais de metade da população vive no corredor metropolitano Cidade do Panamá-Colón.

Os primeiros habitantes do Panamá foram as tribos Cuevas e Coclé, dizimadas por doenças e lutas quando da chegada dos espanhóis em 1500. Parte integrante do império espanhol por cerca de 300 anos (1538-1821), a identidade panamenha foi baseada em um senso de "destino geográfico", e seu progresso esteve ligado à importância geopolítica do istmo. Por estar justamente no cruzamento das América do Norte e Sul e dos oceanos Atlântico e Pacífico, o Panamá é de grande importância estratégica.

Desde o início da colonização espanhola, o Panamá esteve ligado à Colômbia. Primeiro, como parte do Novo Reino de Granada, que no século XVIII se torna Vice-Reino. Terminado o domínio espanhol, o país segue ligado à Colômbia, como parte da Gran Colombia, que reunia ainda Venezuela e Equador. Desfeita a união com Venezuela e Equador, o Panamá segue ligado à Colômbia até o início do século XX. De 1880 a 1890, uma empresa francesa sob os cuidados de Ferdinand de Lesseps (o executor do canal de Suez) tentou, sem sucesso, construir um canal ao nível do mar no local do atual Canal do Panamá. Em novembro de 1903, encorajado pelos EUA, o Panamá proclamou sua independência, mesmo com a resistência da Colômbia em ceder parte de seu território.

Os norte-americanos, por meio de um tratado, tornam-se verdadeiros donos do novo país independente, e em 1914, concluem um canal de 83 quilômetros (52 milhas), que é um dos maiores feitos da engenharia, o chamado Canal do Panamá, que permitira a facilitação do comércio entre o Atlântico e o Pacífico, projeto que vinha desde a colonização espanhola. De 1903 até 1968, o Panamá foi uma democracia constitucional dominada por uma oligarquia. O início dos anos 1960 viu o início da pressão do Panamá para a renegociação do tratado.

No final da década de 1980, em resposta à crise interna, os EUA invadem o país e depõem um ex-aliado, Manuel Noriega, chefe político corrupto.

Finalmente, em 1999, o território do Canal do Panamá, até então administrado diretamente pelos Estados Unidos, é entregue ao Panamá. Em 2009, o presidente Ricardo Martinelli assumiu a presidência a 1 de julho de 2009, prometendo promover o livre comércio, estabelecer um sistema de metrô da Cidade do Panamá e reformar o sistema de saúde, além de um plano completo de expansão para o Canal do Panamá.

Bibliografia:
Background Note: Panama (em inglês). Disponível em: <http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/2030.htm>. Acesso em: 26 ago. 2012.
Panama country profile (em inglês). Disponível em: <http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/country_profiles/1229332.stm#facts>. Acesso em: 26 ago. 2012.