Lebre

Por Débora Carvalho Meldau
A lebre é um mamífero pertencente à família Leporidae, incluída a um dos seguintes gêneros: Lepus, Caprolagus ou Pronolagus. É conhecido pela sua velocidade, podendo atingir até 65 km/h. Suas patas traseiras, longas e fortes, permitem-lhe correr em zigue-zague sempre que é necessário confundir o perseguidor.

Estes animais são solitários e possuem hábitos noturnos. Durante o dia dormem em uma toca forrada de capim, acordando apenas ao anoitecer, e, antes de abandonar o seu abrigo, investiga o ambiente ao redor. Apenas após certificar-se de que não há perigo por perto, aventura-se a sair em busca de alimento. Sua alimentação consiste, basicamente, de partes verdes das plantas (brotos e folhas) e nabo.

Lebre europeia. Foto: via Wikimedia Commons [domínio público]

Lebre europeia. Foto: via Wikimedia Commons [domínio público]

A lebre é muito confundida com o coelho, embora as diferenças entre esses dois animais sejam evidentes. A mais notável diz respeito aos membros posteriores, que na lebre são bem mais longos que os anteriores, enquanto que no coelho os membros posteriores e anteriores possuem o mesmo comprimento. Esta característica, aliada a um corpo musculoso, faz da lebre um corredor muito ágil e resistente.

Estes animais deslocam-se normalmente aos saltos. As marcas das patas posteriores aparecem aos pares: são mais longas que as anteriores, e o metatarso (um dos ossos do pé) apóia-se completamente no chão. Além disso, precedem sempre as marcas das patas anteriores, que são alternadas.

Devido à posição lateral dos olhos, a lebre dispõe de um amplo campo visual, que se revela bastante útil quando os inimigos estão por perto. Dentre eles encontram-se a raposa-vermelha e aves de rapina.

A gestação da lebre dura em torno de 40 dias. A fêmea dá à luz de um a cinco filhotes, em um ambiente tranquilo e abrigado. Os cuidado maternais limitam-se à amamentação, que em geral acontece à noite; durante o dia, os filhotes ficam sozinhos. Estes últimos, ao contrário dos filhotes de coelho, que nascem de olhos fechados e sem pêlos, nascem cobertos de pêlos e olhos bem abertos; pouco tempo após o nascimento já conseguem andar sozinhos. Com 15 meses de vida, já são adultos.

O gênero Lepus compreende mais de vinte espécies, difundidas pela Europa, Ásia, África e América do Norte. Algumas das espécies mais conhecidas são:

  • Lepus europaeus: é conhecida como lebre comum ou lebre européia. Está presente em toda a Europa, com exceção da Península Escandinava, parte da Península Ibérica e de algumas ilhas do Mar Mediterrâneo. É encontrada também no Norte da África e na Ásia Ocidental.
  • Lepus granatensis: conhecida como lebre-de-Granada, é encontrada na Península Ibérica e na Ilha de Majorca.
  • Lepus castroviejoi: conhecida como lebre-cantábrica, ou lebre-de-Castroviejo, ou ainda lebre-de-piornal; é encontrada na Espanha.
  • Lepus arcticus: chamada de lebre-ártica que habita, geralmente, regiões glaciais e possuem pelagem diferente de acordo com a época do ano, sendo que no inverno é completamente branca e no verão, é acinzentada.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lebre
http://www.bicharada.net/animais/animais.php?aid=142
Guia Ilustrado – O Mundo dos Animais – Mamíferos II. Editora Nova Cultura, 1990.