Monotremados

Por Thais Nogueira
Monotremados são mamíferos primitivos viventes, que diferentes dos outros mamíferos, põem ovos. Essa forma de gerar descendentes através dos ovos é uma condução primitiva que se equipara com os répteis. O nome monotremado vem da ordem Monotremata do grego mono= um e tremata= buraco, se referindo a cloaca, a única abertura para os tratos digestório, excretor e por onde saem os ovos.

Équidna. Foto: KeresH [GFDL , CC-BY-SA-3.0 or CC-BY-SA-2.5-2.0-1.0], via Wikimedia Commons

Équidna. Foto: KeresH [GFDL , CC-BY-SA-3.0 or CC-BY-SA-2.5-2.0-1.0], via Wikimedia Commons

Ornitorrincos e équidna são espécies de monotremados da Austrália e Nova Guiné. Não se sabe ao certo de onde e quando surgiram os monotremados, mas há algumas evidências que indicam que tenha sido na Austrália há mais de 180 milhões de anos; o registro mais antigo encontrado foi um fóssil de um pedaço da mandíbula de cerca de 100 milhões de anos que foi encontrado na Austrália.

Monotremados produzem leite, mas suas glândulas mamárias não possuem mamilos, portanto ao nascerem os filhotes lambem um liquido leitoso secretado por esta glândula que contem poros dilatados; possuem uma baixa taxa metabólica e suas glândulas sudoríparas não são eficientes.

Podemos comparar os monotremados com e alguns dos mamíferos viventes mais derivados, os térios (marsupiais). Os monotremados possuem a orelha mais primitiva do que a dos térios. Embora sejam ovíparos, diferentemente dos demais os ovos dos monotremados passam por um período de incubação de 10 dias dentro da fêmea para receber nutrientes. Após seu nascimento há um longo período de cuidados parental, onde a fêmea deposita os ovos dentro de uma toca subterrânea até o momento da eclosão.

Um monotremado só atinge a maturidade com cerca de um ano. Ele só irá se reproduzir com sete anos e vivem cerca de quinze anos. Nos monotremados o sistema reprodutor e excretor não se origina dos tecidos embrionários vizinhos, eles possuem uma câmara (cloaca) onde as aberturas genitais e uretral terminam. A distribuição de vitelo dos monotremados é em grande quantidade, já nos demais mamíferos essa distribuição é com pouca quantidade.

Esta Ordem também apresenta especializações únicas. Tanto os ornitorrincos quanto os équidnas não possuem dentes na sua fase adulta e seu bico é de couro. Os bicos contém receptores eletromagnéticos que são utilizados para o reconhecimento de presas, sob a água ou em algum provável ninho de cupins. A disposição do seu esqueleto pós-cranial também difere dos outros mamíferos, essa disposição sugere o hábito escavador de monotremados modernos.

Bibliografia:
Pough, F. H., C. M. Janis, e J. B. Heiser. 2003. A Vida dos Vertebrados. Terceira Edição. Atheneu Editora São Paulo Ltda., São Paulo.
http://www.scribd.com/doc/31234531/Ordem-Dos-Monotremados-Mamiferos
Foto: KeresH [GFDL, CC-BY-SA-3.0 or CC-BY-SA-2.5-2.0-1.0], via Wikimedia Commons