Heliocentrismo

Por Thais Pacievitch
Heliocentrismo é a teoria a respeito do sistema cosmológico, segundo a qual a Terra e os demais planetas giram em torno do Sol.
Nicolau Copérnico, um polonês que viveu entre 1453 – 1543, é considerado o fundador da astronomia moderna e pai do heliocentrismo.

Em 1514, Copérnico divulgou um modelo matemático no qual a Terra e os demais corpos celestes giravam em torno do Sol, contrário ao modelo Geocentrico aceito pela maioria, e defendido pela Igreja por aproximadamente 1400 anos. O sistema Geocentrico ou Ptolomaico descrevia um modelo no qual a Terra seria o centro do Universo, que aliás, seria finito.

Foi Copérnico quem deduziu, após inúmeros cálculos matemáticos, que a Terra gira uma volta completa ao redor de seu próprio eixo, e que isso explicaria os dias e noites, e os movimentos do Sol e das estrelas. Foi ele também, que erroneamente, atribuiu o movimento anual ao Sol, ao invés da Terra. Sua teoria foi estruturada após 30 anos de trabalho.

Copérnico, prudente que era, divulgou suas observações e cálculos como uma hipótese, pois nessa época, por volta de 1530, a Igreja julgava e condenava como heresia, qualquer idéia contrária a que ela própria, a Igreja, defendia. Somente em 1543, mesmo ano de sua morte, Copérnico autorizou que um discípulo, George Rhäticus, publicasse sua obra “Sobre a revolução dos orbes celestes” não mais como uma hipótese, mas colocando a Teoria Heliocentrica como um modelo científico.

Giordano Bruno (1548-1600), filósofo e teólogo italiano, publicou em 1584, o livro “De l´Infinito Universo i Mondi”, no qual defende o heliocentrismo e acrescenta: o Universo é infinito. Por essas e outras afirmações relativas à física, Giordano Bruno foi excomungado e queimado vivo pela Santa Inquisição no ano de 1600.

Em 1609, um italiano chamado Galileu Galilei teve o primeiro contato com as lunetas holandesas. Em 1610 fabricou uma luneta com aumento de nove vezes e diminuiu muito as distorções. No mesmo ano publicou o livro "Sidereus Nuncius" no qual descreveu suas observações como: os “planetas” que giravam em torno de Júpiter, as montanhas na Lua e milhares de estrelas.

Galileu foi considerado perigoso pela Igreja, e enfrentou o tribunal da Inquisição em 1611, tendo como opções negar sua teoria ou a morte. Várias são as versões a esse respeito, mas o fato é que Galileu não foi queimado. Anos depois disso, foi condenado pelo tribunal da Santa Inquisição a prisão domiciliar e uma de suas obras Incluída no Index.

Após esses episódios passou a escrever e publicar suas teorias de forma clandestina. Galileu ficou cego em 1638, e morreu em 1642.

Somente em 1922 a Igreja admitiu seu erro.