Por Débora Carvalho Meldau |
Este canal é composto por duas partes: uma parte óssea, mais curte, com 12 milímetros de comprimento, denominado semicanal da tuba auditiva; e uma cartilagem, que possui o dobro do comprimento da parte óssea e apresenta base inserida sob a membrana mucosa da parede lateral da rinofaringe.
Quando as partes óssea e cartilaginosa se unem, originam o istmo da trompa de Eustáquio, responsável por controlar a entrada de ar. Quando em repouso, a tuba auditiva fica fechada e, quando acionados os músculo tensor do véu palatino e levantador do véu palatino no ato de deglutição e/ou bocejo, este canal se abre permitindo a passagem de ar da região nasal da faringe para a orelha média. Esse processo possibilita a equalização da pressão do ar externo com a pressão do espaço timpânico, bem como o arejamento da orelha média. Deste modo, este mecanismo defende de rápidas mudanças de pressão, conserva a mucosa e permite que a unidade tímpano-ossículo vibre sem interferências.
Outra função da trompa de Eustáquio é a drenagem, não permitindo o acúmulo de secreções no interior da orelha média, sendo que o responsável por encaminhar estas secreções para a porção nasal da faringe é o músculo tensor do véu palatino. Além do mais, as células ciliadas e secretoras encontradas na orelha média e trompa de Eustáquio compõem um sistema de transporte mucociliar.
Diferentes fatores interferem no funcionamento da tuba auditiva, como, por exemplo, adenóides hipertrofiadas, barotrauma, fissura palatina, tumores na rinofaringe e fatores de desenvolvimento.
Problemas no funcionamento da trompa de Eustáquio constituem uma das maiores causas de otite média, pois, com a obstrução desse canal, a ventilação na orelha média torna-se insuficiente, ocasionando um aumento da absorção de nitrogênio na orelha média, gerando constantemente pressão negativa, levando ao desenvolvimento da otite média.
Além da otite média, o surgimento de pressão negativa no interior da orelha média devido à alteração na função da tuba auditiva também pode levar a alterações na membrana timpânica, como: retração, atelectasia, perfuração, tímpanoesclerose, formação de colesteatoma, além de hemotimpanismo.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tuba_auditiva
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-86942010000300012
http://www.fonoaudiologia.com/trabalhos/monografias/monografia-004/monografia-004-pg03.htm
Tratado de Otologia – Ricardo Ferreira Bento, FAPESP, 1998.
| Data de publicação: Categorias: Audição |
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