Sandro Botticelli

Por Thais Pacievitch
Sandro Botticelli (na verdade seu nome era Alessandro di Mariano di Vanni Felipepi) nasceu na cidade italiana de Florença, no dia 1º de março de 1445. Desenvolveu um estilo personalíssimo, caracterizado pela elegância do seu traçado e pela força expressiva de suas linhas. Muito valorizado atualmente, Botticelli está entre os grandes inovadores do Renascimento, e está incluído entre um grupo de pintores inclinados a um estilo baseado na delicadeza, graça e certo sentimentalismo. Um deles foi Filippo Lippi, mestre e inspirador da obra de Botticelli. Este começou sua trajetória artística com obras de temática religiosa.

Em 1470, Botticelli, que já tinha seu próprio atelier, conheceu a família Médice, mecenas florentinos, pros quais realizou suas obras mais famosas. Um primo de Lourenço, o magnífico, Pier Francesco de Médice, encomendou-lhe a alegoria de A Primavera e também, segundo consta, O Nascimento de Vênus e Palas e o Centauro.

Naquela época, foi uma grande novidade realizar obras com formato grande que não tivessem cunho religioso, isto se deve ao vínculo de mecenas com a filosofia neoplatônica, cujo caráter simbólico deveria reproduzir as obras encomendadas. Baseadas nelas foram formuladas diversas e complexas interpretações, que vão muito além de sua graça evocadora.

A esta mesma época correspondem também A Adoração dos Reis Magos e o Díptico de Judite, obras igualmente emblemáticas. O fato de que Botticelli foi convocado, em 1481, para ir a Roma para decorar os afrescos da Capela Sistina, junto com outros grandes mestres, faz supor que gozava de grande prestígio.


O Nascimento de Vênus

Quando voltou a Florença, provavelmente influenciado por Savonarola, realizou obras como a Natividade Mística (mais solenes e redundantes). A Botticelli também devemos belíssimos desenhos para um manuscrito da Divina Comédia de Dante.

Eclipsado pelas grandes figuras do século XVI italiano, Boticelli permaneceu ignorado durante séculos até a recuperação de sua figura e sua obra, na metade do século XIX. Seu estilo, de certa forma, perpetuou-se através dos artistas formados em seu atelier, entre vários podemos citar o filho de Filippo Lippi, Filippino Lippi.