Artrópodes

Os artrópodes formam um filo (Arthropoda) de animais com as patas e todos os outros apêndices articulados (antenas, peças bucais etc) e com exoesqueleto, uma proteção externa contra perda de água e danos físicos, que limita o crescimento dos animais sendo necessário uma troca de exoesqueleto para que se desenvolvam.

Classificação

Dentro dos artrópodes existem cinco grupos que são diferenciados e agrupadas pelo número de patas que eles têm. Os insetos são os animais que apresentam três pares de patas, os aracnídeos têm quatro pares de patas, os crustáceos têm cinco pares, os quilópodes apresentam um par em cada segmento do corpo e os diplópodes apresentam dois pares por segmento.

Exoesqueleto

Cigarra saindo do seu exoesqueleto. Foto: Souchon Yves / Shutterstock.com

Cigarra saindo do seu exoesqueleto. Foto: Souchon Yves / Shutterstock.com

Para a troca de exoesqueleto e o consequente crescimento, os artrópodes fazem a muda. Esse processo é comandado por eventos hormonais e ambientais. O hormônio que comanda essa troca é chamado de ecdisona, e a abundância de comida e a temperatura são os fatores ambientais que comandam a muda. Quando os fatores ambientais favoráveis começam a aparecer, a ecdisona aumenta e o exoesqueleto do animal começa a rachar e se destacar do corpo enquanto outro mais fino e flexível começa a ser produzido. Esse novo exoesqueleto vai endurecendo aos poucos e durante esse tempo os animais vão crescendo até que o enrijecimento da cutícula esteja completo e os animais ficam estagnados no tamanho até a próxima muda.

Sistema digestivo

Insetos. Foto: Protasov AN / Shutterstock.com

Insetos. Foto: Protasov AN / Shutterstock.com

O sistema digestivo dos artrópodes é completo e o alimento é levado até ele por apêndices bucais articulados. O sistema é dividido em três partes, o anterior serve para digestão mecânica, o mediano (ou ceco) para digestão enzimática e absorção de nutrientes e o posterior para absorção de água. A excreção é feita pelo nefrídeos que são associados a outras estruturas como túbulos de Malpighi ou glândulas coxais, as quais têm aberturas na base das antenas ou na base do primeiro par de patas para eliminação dos excretas.

Sistema circulatório

Pelo fato do sistema circulatório ser aberto, o sangue sai do coração, passa pelos vasos, sai para a hemocele, alimentando os órgãos dos animais e enfim volta para o coração, e todo o processo começa de novo. Os pequenos artrópodes não têm moléculas ou células dariam cor ao sangue, já os artrópodes maiores têm hemocianina no sangue, molécula que deixa o sangue com coloração azulada. Antes do sangue voltar para o coração, este passa pela estrutura responsável pela realização da troca gasosa, brânquias no caso de animais aquáticos como os crustáceos, sistema traqueal em insetos e pulmão foliáceo em aranhas.

Sistema nervoso

O sistema nervoso dos artrópodes é composto por gânglios sendo um central que se liga a um cordão nervoso que percorre todo o corpo. Os órgãos sensoriais são chamados de sensilas que podem ser mecano e quimiorreceptores como poros, pelos e cerdas são projeções da cutícula, já que a mesma é uma barreira entre o corpo doa animais e o meio. Eles podem ter, além dos olhos simples, os olhos compostos tendo, cada uma das unidades, um nervo exclusivo ligado. Devido a isso, os olhos compostos são especializados na detecção de movimentos. Os olhos de alguns artrópodes são especializados em visão diurna ou noturna, ou seja, eles têm alto grau de dificuldade para se adaptar a mudança de luminosidade.

Reprodução

Os artrópodes são dioicos (indivíduos com órgãos reprodutores masculinos e indivíduos com órgãos reprodutores femininos) e a maioria faz fecundação interna. Alguns tem cuidado parental nos primeiros momentos da vida da prole. Eles podem se desenvolver indiretamente, passando pelo estagio de larva, ou diretamente.

Referências bibliográficas:

http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/artropodes.htm

Brusca e Brusca - Invertebrados. 2ª edição - 2003 - páginas 491 a 514.

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