Répteis

A classe reptilia é o primeiro grupo de animais totalmente independente da água. Para isso, os répteis desenvolveram pele grossa e cheia de escamas queratinizadas para evitar perda de água, a fecundação passou a ser interna em todas as espécies, o embrião a se desenvolver fora do corpo materno sendo coberto por uma casca dura para evitar que resseque, mas ao mesmo tempo porosa para que haja troca gasosa com o meio ambiente. Os ovos são geralmente enterrados para proteção contra ressecamento e contra predadores.

Representantes dos Répteis. Ilustração: Adolphe Millot [Public domain], via Wikimedia Commons

Representantes dos Répteis. Ilustração: Adolphe Millot [Public domain], via Wikimedia Commons

Os répteis são animais ectotérmicos, pois usam fontes externas de calor para regular a temperatura do corpo. Eles ficam parados ao sol expondo o máximo possível de seus corpos para atingirem a temperatura necessária para o bom funcionamento do corpo. Após isso, eles se abrigam nas sobras ou entram na água para baixar a temperatura corporal.

Nos répteis não crocodilianos o coração é divido em três câmaras: dois átrios, um esquerdo e um direito, e um ventrículo, pois o septo que deveria divide-lo em dois, é incompleto, tendo assim, mistura dos sangues arterial (contém oxigênio) e venoso (contém gás carbônico). Já o coração dos répteis crocodilianos é formado por quatro câmaras, porém, ainda assim ocorre a mistura de sangues. Os répteis têm respiração pulmonar. Contudo, para que eles possam passar longos períodos em baixo d'água sem respirar, eles invertem o sentido da circulação sanguínea levando o sangue mais oxigenado para órgãos vitais como o cérebro e o sangue menos oxigenado para os demais órgãos do corpo.

O sistema digestivo é completo, porém não há separação entre o orifício do ânus, do sistema reprodutor e excretor. Essa junção é chamada de cloaca. Nos répteis peçonhentos uma das glândulas salivares são modificadas para a inoculação de veneno. O estômago dos répteis crocodilianos tem moela com fortes músculos para auxiliar na trituração dos alimentos. Os répteis carnívoros geralmente caçam grandes presas e as engole de uma vez ou em pedaços grandes fazendo com que seus estômagos se dilatem, sendo a digestão feita devagar por causa do seu baixo metabolismo. Por causa disso, eles conseguem ficar semanas ou até meses sem se alimentar.

Os excretas são filtrados diretamente do sangue pelos rins e como os répteis evitam a qualquer custo a perda de água, eles excretam ácido úrico (excreta pastosa por conter pouca água) pela cloaca. Nos répteis marinhos, além da excreção normal, também é feita a excreção de sal. O excesso de sal retirado do sangue é levado para glândulas excretoras do sal que ficam na área dos olhos ou do nariz.

O cérebro dos répteis é estreito e alongado, a medula espinhal se estende até a região mais distal da cauda e as inervações motoras e sensorial são periféricas. A glândula pineal, localizada no topo da cabeça, serve como órgão fotorreceptor identificando variação luminosa. Os répteis, exceto crocodilianos, possuem somente ouvido interno. O olfato é intensificado pelo órgão de Jacobson, que se encontra no céu da boca de cobras e quelônios.

Os répteis são divididos em quatro grandes grupos: Testudinata, Crocodilia, Squamata e Rhynchocephalia. Os testudinata, também conhecidos como quelônios, são as tartarugas (marinhos), jabutis (terrestres) e cágados (água doce); os Crocodilia são os crocodilos e jacarés; os Squamatas são as cobras e os lagartos; e os Rhynchocephalia são as tuataras.

Referências bibliográficas:

http://www2.ibb.unesp.br/Museu_Escola/Ensino_Fundamental/Origami/Documentos/Repteis.htm

Hickman et al. Páginas 563 a 584 - Princípios integrados de zoologia. 14ª edição

A vida dos vertebrados - 4ª edição – Pough et al – Páginas 264 a 434

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