Vitamina B2

Por Débora Carvalho Meldau
A vitamina B2 faz parte das vitaminas do complexo B. Ela também  é conhecida como riboflavina. É de fácil absorção e não é armazenada pelo organismo (além de não ser sintetizada por ele), devendo ser reposta regularmente através da dieta ou pelo consumo de suplementos. Ela é obtida a partir de vegetais folhosos (couve, brócolis, espinafre, repolho, agrião, entre outros) ovos, carne, semente de girassol, ervilha, e em maior quantidade, da soja, do leite e de frutos do mar. Determinados alimentos são enriquecidos com a riboflavina, como é o caso de pães e cereais.

Estrutura da Vitamina B2 (Riboflavina)

Foi descoberta no fim do século XVIII, por Wynter Blyth, durante uma análise do leite de vaca, denominando-a de “lactocromo”. Posteriormente, outros nomes foram dado à esta vitamina, como lactoflavina, ovoflavina, hepatoflavina, verdoflavina e uroflavina, dependendo do material onde foi encontrada.

No organismo dos seres humanos, auxilia no metabolismo das gorduras, açúcares e proteínas, sendo importante para a saúde dos olhos, pele, boca e cabelos. Ela é essencial para a produção de dois co-fatores enzimáticos necessários para o funcionamento de diversas enzimas que atuam nas vias metabólicas do organismo.

Esta vitamina é usada como corante alimentar recebendo a denominação de E101 ou E101a (forma fosfatada). Ela é excretada pela urina, sendo que sua baixa ingestão pode resultar facilmente em uma deficiência. Esta, quando ocorre, causa lesões na mucosa da boca, rachaduras nos cantos dos lábios (queilose), gengivite com epistaxe, língua de coloração roxa, ardência dos olhos, pele seca, depressão, catarata, letargia e histeria. Além desses sintomas, relaciona-se também com doenças crônicas, como diabetes, doenças inflamatórias do intestino e infecções pelo vírus HIV. Esta avitaminose também está relacionada com a síndrome oral-ocular-genital, do qual os sintomas clássicos são: estomatite angular, fotofobia e dermatite escrotal.

A intoxicação pela vitamina B2 é muito rara, pois quando são ingeridas altas doses, o risco de o intestino absorvê-la de forma significativa, é muito pequeno. A administração de doses tóxicas por injeção existe, porém normalmente o excesso é excretado junto com a urina.

Existem medicamentos que são antagonistas à esta vitamina, como é o caso da ouabaína, a teofilina, a penicilina, o ácido bórico, probenecide, a clorpromacina, as fenotiazinas, os barbitúricos, a estreptomicina e pílulas anticoncepcionais. No entanto, existem substâncias sinérgicas à riboflavina, como é o caso dos hormônios tiroxina e triodotiroxina e, medicamentos que aumentem a retenção urinária (como por exemplo, anticolinérgicos).

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Riboflavina
http://www.saudenarede.com.br/vitaminas/vitamina_b2.html

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