Célula animal

As células eucarióticas podem ser consideradas parecidas quando nos referimos ao aspecto estrutural e funcional, ou seja, existem diversos membros da composição interna que se assemelham bastante quando comparamos uma célula e outra. Além disso, os mecanismos responsáveis pela produção de diversas moléculas, como proteínas, DNA, entre outros, são basicamente os mesmos. Entretanto, existem diferenças cruciais entre os grupos existentes.

Quando se pensa em célula animal, existe uma tendência em acreditar que é um tipo específico de célula. Isso é um impulso que pode levar ao erro. Veja bem, nos seres humanos existem hepatócitos , osteócitos, adipócitos, células epiteliais, entre diversas outras. Assim, quando levamos em consideração todos os organismos vivos que são formados por esse grupo celular, esse número de tipos de células aumenta muito. Dessa forma, é correto afirmar que célula animal se trata de uma classificação geral de um grupo para diferenciá-lo de outro, o das células vegetais.

Esquema de uma célula animal e suas organelas. Ilustração: master24 / Shutterstock.com [adaptado]

Esquema de uma célula animal e suas organelas. Ilustração: master24 / Shutterstock.com [adaptado]

As células animais são todas aquelas que compõem os seres vivos de todos os filos do grande reino Animalia. Esse grupo é feito por células eucarióticas, compostas por membrana plasmática, citoplasma e núcleo verdadeiro separado do restante pela carioteca. Imersas no citoplasma, existem diversas organelas membranosas e não membranosas, como mitocôndrias, complexo de Golgi, lisossomos, centríolos etc.

Embora ambas sejam células eucarióticas, como citado anteriormente, existem algumas diferenças entre a célula animal e a célula vegetal. Com relação à região externa da membrana plasmática, não há a presença de uma parede celular nas células animais, como ocorre nas vegetais. O que frequentemente é encontrado nessa área é o glicocálix. Essa estrutura se trata de um envoltório associado externamente à membrana plasmática que confere certa resistência sem tornar a estrutura rígida. Além disso, o glicocálix fornece capacidade de reconhecimento celular, barrar agentes do meio externo e reter moléculas de importância para célula, como nutrientes.

Com relação à parte interna da membrana plasmática é possível citar outros pontos que diferenciam os grupos. Nos seres vegetais existem plastídios pigmentados responsáveis pela fotossíntese denominadas cloroplastos. Diferentemente dessas, as células animais não possuem plastos ou plastídios. Isso se mostra bastante razoável uma vez que os animais são seres heterótrofos e não autótrofos. Outra diferença interna reside nos vacúolos citoplasmáticos. Ambos os grupos têm essa estrutura, entretanto nas células animais elas se apresentam com o tamanho muito inferior às das vegetais.

Além das supracitadas, podem ser mencionadas outras divergências na configuração. As células, de maneira geral, têm a capacidade de realizar uma reserva de energia na forma de algum açúcar complexo. No caso dos animais, esse polissacarídeo é o glicogênio, enquanto nas vegetais a forma que ele se apresenta é o amido. Também no sentido de existirem duas estruturas diferentes para exercer a mesma função, em ambos os grupos existe o trânsito de moléculas por algum tipo de conexão entre as células justapostas. Nas células animais, essas estruturas se chamam junções comunicantes e nas vegetais plasmodesmos.

Enfim, a classificação de células em animais e vegetais é uma forma de diferenciar dois grandes grupos. Isso é feito para que as células sejam agrupadas em função de suas características para, então, se tornar mais fácil a compreensão e o estudo dos organismos.

Bibliografia:
Junqueira, L. C. & Carneiro, J. Biologia Celular e Molecular. 9ª Edição. Editora Guanabara Koogan. 338 páginas. 2012.

Lopes, S. Bio – Volume Único. 1ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva. 606 páginas. 2004.