Biogás

Por Caroline Faria
Biogás é o nome dado a um combustível gasoso obtido pela digestão anaeróbia de compostos orgânicos (resíduos) e que é basicamente composto por metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2), podendo ser utilizado para geração de energia com aplicações, principalmente no meio rural.

Planta de produção de biogás. Foto: dioch / Shutterstock.com

Planta de produção de biogás. Foto: dioch / Shutterstock.com

Sua utilização para geração de energia foi produto das descobertas de diversos cientistas (o biogás foi descoberto por volta de 1661 por Shirley, mas foi Alessandro Volta que descobriu a presença de metano no gás produzido em pântanos e foi Ulysse Gayon que, no século XIX, descobriu os mecanismos do processo de decomposição anaeróbia. Humphrey Davy identificou o mesmo gás proveniente da decomposição de dejetos animais, sendo que Louis Pasteur foi quem primeiro sugeriu sua utilização para uso no aquecimento e na iluminação pública, o que seria feito pela primeira vez em 1857, na Índia), e o biogás também pode ser produzido de forma espontânea em qualquer lugar onde ocorra a decomposição de matéria orgânica com pouca ou nenhuma presença de oxigênio na forma gasosa como, por exemplo, nos mares e lagos, usinas de carvão, jazidas petrolíferas, estuários e claro, pântanos.

O principal componente do biogás é o metano (CH4), cerca de 65%, um hidrocarboneto de cadeia curta e linear que é o responsável pela geração de energia. A maior ou menor presença de metano no gás, portanto, é o que indica sua qualidade ou pureza e o que determina o poder calorífico.

Outro gás presente em grande quantidade no biogás é o dióxido de carbono (CO2) com cerca de 35%. Outros gases que compõem o biogás são: nitrogênio (N2), hidrogênio (H2), oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S), todos com uma participação de 0 a 1% na composição do gás.