Contracultura

Por Fernando Rebouças
Em tese o ser humano inserido na sociedade deve seguir normas e espécies de “etiquetas” para conviver, ser aceito e se desenvolver. Algo que venha a sair do “padrão” de comportamento social ou político torna-se alvo de repressão.

Segundo Freud e vários estudiosos, os instintos e certos comportamentos são reprimidos para que não ocorram desequilíbrios nas relações interpessoais numa sociedade, isto numa percepção geral. Na década de 60, nos Estados Unidos, surge o movimento da contracultura como forma de contestar o caráter social e cultural da sociedade.

Os beatniks são considerados os precursores deste movimento no início da década de 60, influenciaram o movimento hippie. Dentre os beatniks podemos destacar Jack Keroual, Allen Ginsberg e William Burrougs. A teoria do “práxis contracultural” surgiu na mesma década, a partir do pensamento de Ken Kesey, Alan Watts, Timothy Leary e Norman Brown.

A contracultura, musicalmente, pode ser simbolizada pela música de Janis Joplin, Jimi Rendrix e o festival de Woodstock. Tornou-se um movimento universal quando influencia movimentos sócio-políticos com o movimento de Maio de 68, na França; e por questionar os padrões sociais expressos pelo poder no mundo ocidental.

O movimento da contracultura valorizava :

- A natureza;
- Luta pela paz e fim da repressão;
- Comunidade;
- Alimentação natural;
- Liberdade sexual e amorosa;
- Anticonsumismo;
- Valorização da religiosidade oriental;
- Crítica a veículos de massa;
- Forma despojada e livre de expressão artística;