Doença de Pick

Por Débora Carvalho Meldau
A doença de Pick (PiD) é definida como uma doença neurodegenerativa que afeta os lobos frontal e/ou temporal.

Esta moléstia é a responsável por 10-15% dos casos de demência clínica, correspondendo a terceira forma mais frequente de demência cortical neurodegenerativa, ficando atrás somente das doenças de Alzheimer e dos corpos de Lewy.

A PiD é irremediavelmente progressiva, resultando no óbito do paciente após 6 a 10 anos de evolução, em média, afetando mais comumente indivíduos entre 50 a 60 anos de idade; contudo, pode acometer pessoas mais velhas.

Inicialmente, esta doença caracteriza-se por mudanças de personalidade, variando de acordo com o local da lesão (orbitofrontal, dorsomedial ou dorsolateral) e, posteriormente, ocorre o comprometimento das habilidades sociais, enfraquecimento emocional, desinibição comportamental e alterações de linguagem. As dificuldades de memória surgem após um tempo.

Ao passo que a demência evolui, juntamente pode surgir apatia ou total agitação; graves problemas de linguagem, atenção ou comportamento podem aparecer, resultando em dificuldade no nível de comprometimento cognitivo.

As alterações observadas durante o exame físico são similares às encontradas na doença de Alzheimer. Já com relação aos exames complementares, bem como outros casos de demência, os exames laboratoriais devem compreender determinação dos níveis de vitamina B12, anticorpos nucleares, VDRL, FTA-Abs e painel tireoidiano. Outra aferição útil é a de ceruplasmina sérica, a qual permite eliminar a possibilidade de doença de Wilson.

Outro passo importante na investigação é o exame do líquido cefalorraquidiano, que visa verificar a pressão, positividade para culturas, existência de antígenos contra certos agentes, além da presença de marcadores para determinadas patologias. Existe a possibilidade da realização de uma biópsia cerebral; todavia, esta é realizada somente em casos específicos. Exames imagiológicos, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada são úteis para avaliar as lesões metastáticas cerebrais e infartos subcorticais.

Na primeira avaliação é recomendado:

  • Suspender o uso de fármacos que possam comprometer a memória ou levar à confusão mental;
  • Realização de tratamento empírico dos sintomas condizentes com depressão ou distúrbio do sono;
  • Reposição parenteral de vitamina B1 e tratamento empírico encefalite herpética.

Quando o paciente apresenta um significatibvo déficit de atenção, deve ser considerada a possibilidade de ocorrência de epilepsia e recomendar a realização de um eletroencefalograma e um período de testes com anticonvulsivantes.

Embora vários autores recomendem o uso de neuroprotetores e sintomáticos, até o momento, não há um tratamento medicamentoso específico para a PiD.

É de extrema importância que seja feito um acompanhamento periódico para que o tratamento dos distúrbios de comportamento e os problemas clínicos que surgem com o passar do tempo.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_de_Pick
http://saude.psicologiananet.com.br/demencia-pre-senil-doenca-de-pick-%E2%80%93-falta-de-concentracao.html

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