Estrabismo

Por Débora Carvalho Meldau
Estrabismo é quando há a perda do paralelismo entre os olhos. Popularmente, os indivíduos estrábicos recebem o nome de “vesgos”. Existem três formas de estrabismo:

  • Convergente: é o tipo mais comum, é quando o desvio de um dos olhos é para dentro;
  • Divergente: o desvio de um dos olhos é para fora;
  • Verticais: é quando um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro.

Essas formas podem apresentar-se de três maneiras:

  • Constantes: o desvio de um dos olhos é permanentemente observado, e são denominados monoculares quando é sempre o mesmo olho, e alternativas quando o desvio alterna entre um olho e outro.
  • Intermitentes: nesse caso, há alternância de alinhamento e desvio, sendo mais freqüente nos estrábicos divergentes.
  • Latentes: são vistos apenas durante a realização de testes ao exame de motilidade ocular.

A verdadeira causa desse problema não é conhecida, na maioria das vezes. Sabe-se que os desvios oculares podem ter causa genética. No entanto, o estrabismo pode surgir em indivíduos que não apresentam histórico familiar do desvio. Hipermetropia exacerbada pode ser uma das causas de estrabismo. Como os movimentos oculares são comandados pelo cérebro, indivíduos com problemas neurológicos frequentemente apresentam estrabismo.

Os sintomas e os resultados do estrabismo são diferentes conforme a idade que surgem e o modo como se manifestam. Durante os seis primeiros meses de vida de um indivíduo, ocorre o desenvolvimento da visão, sendo os dois primeiros os de maior plasticidade sensorial. Nos casos do estrabismo que surgem antes dos seis anos de vida, apresentam um mecanismo de adaptação que faz com que haja supressão da imagem que surge no olho desviado, sendo assim, o indivíduo que se tornou estrábico dentro desse período não apresenta visão duplicada. Dentro dessa situação, no caso do estrabismo monocular, haverá redução da visão (ambliopia) do olho desviado.

Independente da idade, os indivíduos com estrabismos latentes (forias) sofrerão de cefaléias devido ao esforço realizado na tentativa de manter os olhos alinhados. Outra conseqüência do estrabismo é o torcicolo, denominados de torcicolos oculares, pois, para utilizar melhor ambos os olhos, o indivíduo gira ou inclina a cabeça para uma determinada direção.

O estrabismo é corrigido através do uso de óculos ou cirurgia e protetor ocular. Nos casos de estrabismo que não são corrigidos com óculos, é realizado o tratamento cirúrgico. Quando há a possibilidade de correção com óculos, recebem o nome de estrabismo acomodativo e está relacionado, geralmente, com a necessidade de correção do grau de hipermetropia. Apenas os tipos de desvios latentes e intermitentes é que apresentam a possibilidade de serem auxiliados com exercícios ortópticos. Como há a possibilidade de perda da visão e também implicação da manifestação de outras doenças, os pacientes com estrabismo devem ser examinados por um médico (oftalmologista) quando há a suspeita de desvio ocular.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrabismo
http://5sentidos-ap12.blogspot.com/2010/04/estrabismo.html
http://www.clicfilhos.com.br/site/display_materia.jsp?titulo=O+que+%E9+estrabismo
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?191
http://www.claudetetroiano.com.br/dc6a8eb2-9a48-4074-baf8-f91555eca0bc.aspx
http://www.cbe.org.br/artigos/artigo_003.pdf

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