Leucemia

Por Ana Lucia Santana
A Leucemia é uma doença maligna, um câncer que atinge o sangue ou a medula óssea. As causas dessa enfermidade são difíceis de determinar. Ocorre uma disseminação anormal das células sanguíneas, particularmente dos leucócitos – glóbulos brancos. Uma concentração das células jovens do sangue na medula, acima das taxas consideradas normais, é a principal propriedade desta enfermidade. É justamente na concavidade dos ossos, na medula, que nascem as células jovens – os glóbulos brancos, os glóbulos vermelhos – hemácias ou eritrócitos – e as plaquetas -, geradas pelas células mães ou estaminais. Por isso, qualquer alteração nestas células tem início na medula.

O acúmulo das células na medula provoca a redução dos glóbulos vermelhos, provocando anemia, e dos brancos, gerando infecções, bem como das plaquetas, com conseqüentes hemorragias e manchas roxas pelo corpo. Esta doença evolui muito rápido, portanto o tratamento deve ser implementado assim que ela for descoberta. Nas crianças, o tipo de leucemia que mais ocorre é a linfóide aguda ou linfoblástica. Já nos adultos é mais freqüente a leucemia mielóide aguda.

Os sintomas da leucemia aparecem em decorrência da disseminação das células blásticas, ou imaturas, nos tecidos do organismo, como nas amígdalas, pele, baço, rins, sistema nervoso central e outros. Então surgem as palpitações, o cansaço e a anemia – causados pela diminuição da gênese das hemácias na medula. Já o comprometimento da produção de leucócitos normais, que têm como função defender o organismo das invasões, provoca o surgimento de infecções, as quais podem levar à morte do paciente. A redução das plaquetas criam no corpo uma tendência às hemorragias. Outros sinais da doença são dores nos ossos e nas articulações, porque as células cancerosas também se impregnam nos ossos; dores na cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação espacial, com o prejuízo do Sistema Nervoso Central.

Os exames clínicos dão ênfase às suspeitas da doença. Pode-se observar no paciente a presença de palidez, febre, inchaço do baço, sangramento do nariz, hemorragias nas conjuntivas, sangue nas gengivas, pontos violetas na pele e manchas roxas na epiderme. O hemograma apresenta várias mutações, mas o diagnóstico é comprovado no mielograma – exame da medula óssea, fundamental para detectar alterações celulares, através da observação da forma das células. Ele também é muito utilizado para se examinar a reação do paciente ao tratamento. Realizado com uma anestesia local, nele sugam-se a parte posterior da bacia e do esterno, para exame microscópico. Se não for tratado adequadamente, o câncer se torna fatal.

O tratamento, efetuado em várias etapas, visa eliminar as células anormais, embora não se consiga realizar esse feito em sua totalidade. Cabe às próprias defesas do organismo extinguir as restantes. Não há exatamente um remédio adequado para a cura da leucemia, deve-se associar a quimioterapia ao controle das infecções e das hemorragias. Na verdade, os médicos, por desconhecerem a causa da doença, tratam os sintomas, melhor dizendo, os centros orgânicos que os provocam, como, por exemplo, o sistema nervoso central. Em alguns casos é necessário o transplante de medula óssea. Como o tratamento costuma ser muito agressivo, a internação do paciente é requerida por um certo período, de curta duração, principalmente quando ele revela a presença de infecções no organismo, muitas vezes provocadas pela diminuição dos glóbulos brancos.

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.