Linfoma

Por Débora Carvalho Meldau
O linfoma é um conjunto de neoplasias (câncer) que se inicia a partir de uma célula do sistema imunitário, o linfócito. Esta anomalia é resultado de danos no material genético da célula, levando a mutações do DNA do linfócito que propiciará a esta célula, vantagem proliferativa havendo um crescimento excessivo e descontrolado das células neoplásicas. Estas últimas acumulam-se resultando em massas tumorais nos linfonodos e até mesmo, em outros locais do organismo.

Existem dois tipos de linfoma: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin.

Linfoma de Hodgkin

Este surge quando um linfócito, geralmente o linfócito B, se transforma em uma célula maligna, crescendo descontroladamente e se disseminando pelo corpo. Dentro dos linfonodos, haverá a produção de cópias idênticas às células neoplásicas. Após um tempo, pode haver a disseminação dessas células para os tecidos adjacentes, e quando não tratada pode afetar outras partes do organismo. O linfoma de Hodgkin, a disseminação dos tumores se dá de grupos de linfonodos para outros grupos de linfonodos através da circulação linfática. Mais comumente, este tipo de neoplasia se localiza no mediastino.

Fatores de Risco

Existem alguns fatores de risco para que haja o desenvolvimento dessa doença, como: pessoas com o sistema imunitário comprometido, pode ser devido à doenças genéticas hereditárias, infecção pelo vírus HIV, uso de medicamentos imunossupressores, parentes de pessoas que apresentaram esta doença também possui maior chance de vir a ter.

Sintomas

Os sintomas irão depender da sua localização. Pode ocorrer em qualquer região do corpo, mas quando seu desenvolvimento se dá em linfonodos próximos da pele, do pescoço, das axilas e da virilha, os sintomas incluirão linfonodos aumentados e indolores nesses locais do corpo. Caso ocorra na região torácica, os sintomas podem ser de tosse, dispnéia e dor torácica. Quando se localiza na pelve e na cavidade abominal, os sintomas podem ser de plenitude e distensão do abdômen. Outros sintomas incluem febre, fadiga, sudorese noturna, perda de peso e prurido.

Diagnóstico

O diagnóstico para determinar seu tipo específico pode ser vários, sendo que a biópsia é considerada obrigatória. Dentre os tipos desse exame estão:

  • Biópsia excisional ou insicional: o médico remove todo o linfonodo através de uma incisão na pele (excisional), ou uma pequena parte (insicional);
  • Biópsia de medula óssea: exame conhecido como mielograma, onde é retirado um fragmento de osso junto com medula óssea com a utilização de uma agulha. Embora esse método de diagnóstico não determine o tipo de linfoma, e importante para determinar a extensão da doença;

Outros exames também são importantes na detecção do linfoma e determinação de sua localização, como exames de imagem (raio-X, tomografia computadorizada, ressonância magnética, entre outros). Exames complementares que auxiliam na determinação das características específicas das células tumorais incluem: imunohistoquímica, estudos de citogenética e estudo de genética molecular.

Após ser diagnosticada, a Doença de Hodgkin é classificada e seu estágio é avaliado para que seja determinado o tratamento.

Linfoma não-Hodgkin

Este tipo de linfoma engloba mais de 40 tipos distintos. Os parcos fatores de risco para esse tipo de linfoma são:

  • Comprometimento do sistema imune: pessoas imunodeficientes, doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo vírus HIV.
  • Exposição química: pesticidas, solventes, fertilizantes, entre outros.
  • Exposição a altas doses de radiação.

Os sintomas que os pacientes afetados por esse tipo de linfoma apresentam são:

  • Linfadenopatia no pescoço, axila e/ou virilha;
  • Sudorese noturna excessiva;
  • Febre;
  • Prurido;
  • Perda de peso sem explicação.

Assim como no outro tipo de linfoma, o diagnóstico é feito através de vários tipos de exame. Existem vários tipos de biópsia que podem ser realizadas:

Exames de imagem também são feitos, como: raio-x, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia, entre outros. Junto a esses exames, realiza-se também estudos celulares, como: imunohistoquímica, estudos de citogenética, citometria de fluxo e estudos de genética molecular.

Tratamento

O protocolo de tratamento de ambos os linfomas é determinado pelo médico de acordo com seu tipo e seu estadiamento, mas na maioria dos casos é realizada quimioterapia, radioterapia e a imunoterapia, que a cada dia tem sido mais utilizada em associação com a quimioterapia.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linfoma
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=458
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=457
http://www.mdsaude.com/2009/04/o-que-e-um-linfoma.html

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