Pericardite

Por Débora Carvalho Meldau
A pericardite é uma inflamação do pericárdio. Este, por sua vez, é o “saco” formado por duas camadas delgadas que envolvem o coração, separadas por um espaço virtual que contém uma pequena quantidade de líquido, e tem como função impedir que o coração se encha de sangue mais do que o necessário, além de protegê-lo de possíveis infecções que possam acometer a região torácica.

Esta inflamação possui diferentes etiologias, como:

  • Infecção viral: pode ser causada por diferentes vírus, as coxsaquieviroses, os ecovírus e os vírus da gripe, da varicela, hepatite, caxumba e HIV, são os mais comuns.
  • Infecção bacteriana: é causada especialmente pelo bacilo da tuberculose. Sua ocorrência é rara em países desenvolvidos, mas comum em países subdesenvolvidos. Alcança o pericárdio por via linfática ou por disseminação hematogênica, podendo haver ou não comprometimento do pulmão, no entanto, o derrame pleural frequentemente acompanha a pericardite.
  • Doenças imunológicas: como o lúpus eritematoso.
  • Infarto do miocárdio: também conhecida como síndrome de Dressler (SD). Nesse caso a pericardite aparece como uma complicação do infarto agudo do miocárdio que surge de 3 a 5 dias após um infarto transmural.
  • Trauma ao coração: resultante de infecção ou inflamação.
  • Uremia: pode ocorrer em pacientes renais.
  • Efeito colateral de alguns medicamentos: como minoxidil e penicilina.
  • Neoplasias: a metástase de um câncer adjacente de pulmão ou mama, de um carcinoma renal, linfomas que envolvem o pericárdio e outros cânceres podem resultar em um derrame pericárdico e tamponamento do coração.

A pericardite é classificada de acordo com a composição do exsudato inflamatório, que pode ser: seroso, purulento, fibroso e hemorrágico.

O sintoma característico de pericardite é a dor torácica, que irradia para as costas e é aliviada ao se sentar para a frente. Outros sintomas incluem tosse seca, febre, fadiga e ansiedade. Essa afecção pode ser erroneamente diagnosticada como infarto do miocárdio e vice-versa. Na auscultação ouve-se abaixo do esterno um som causado por um atrito de fricção pericárdica. Outros sinais incluem elevação-ST e depressão-PR no eletrocardiograma.

O prognóstico irá depender da causa da pericardite. Quando é provocada por um vírus ou quando a causa não é conhecida, a recuperação ocorre entre 1 a 3 semanas. Complicações ou recorrências podem retardar a recuperação. Pacientes que apresentam uma neoplasia maligna que invadiu o pericárdio raramente sobrevivem mais do que 12 ou 18 meses.

Geralmente é feita a hospitalização de pacientes com pericardite, administram drogas que amenizam a dor e a inflamação e observam esses pacientes atentamente, verificando a ocorrência de complicações. Em pacientes com câncer pode ser realizada quimioterapia ou radioterapia, mas geralmente são submetidos à remoção cirúrgica do pericárdio. As infecções bacterianas são tratadas pelos médicos com antibióticos e a drenagem do pus acumulado no pericárdio é feita cirurgicamente.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pericardite
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?324
http://www.tuasaude.com/pericardite/
http://www.manualmerck.net/?id=48&cn=655
http://portaldocoracao.uol.com.br/materias.php?c=doencas-cardiovasculares-az&e=18

AVISO LEGAL: As informações disponibilizadas nesta página devem apenas ser utilizadas para fins informacionais, não podendo, jamais, serem utilizadas em substituição a um diagnóstico médico por um profissional habilitado. Os autores deste site se eximem de qualquer responsabilidade legal advinda da má utilização das informações aqui publicadas.