Poluição atmosférica

Graduada em Ciências Biológicas (UNESP, 2001)
Mestre em Agronomia (UNESP, 2005)
Especialização em Gestão Ambiental (Anhanguera, 2010)

A poluição atmosférica se dá pelo aumento da quantidade de gás carbônico (CO2) que acentua o efeito estufa e contribui para o aquecimento global, pelas partículas em suspensão no ar provenientes de diversas fontes como grãos de poeira, restos orgânicos de queimadas e de incinerações, fuligem de combustíveis fósseis, esporos de fungos, grãos de pólen e outros. Também contribuem gases como monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2), ozônio (O3), dióxido de nitrogênio (NO2) e hidrocarbonetos como o metano (CH4).

Todos esses poluentes em grandes quantidades provocam alterações na composição química e são a causa de grande parte dos problemas respiratórios em ambientes urbanos.

Indústrias lançam milhões de toneladas de poluentes na atmosfera todos os anos. Foto: Tatiana Grozetskaya / Shutterstock.com

Fontes de poluição atmosférica

Existem diversas fontes de poluição atmosférica sendo as mais comuns os motores à explosão dos veículos automotores que libera no ambiente os gases CO2, CO e fuligem. O monóxido de carbono é inalado pelo sistema respiratório humano, passa para a corrente sanguínea e combinado com a hemoglobina forma a carboxiemoglobina que impede o transporte de oxigênio pelas células, podendo levar à asfixia.

Outro poluente liberado pela queima de combustíveis fósseis é o chumbo. Esse contaminante é produzido na queima da gasolina aditivada com chumbo tetraetila, proibido na maioria dos países (VALLE, 2002).

Outras fontes de poluição importante são as indústrias siderúrgicas e as queimadas de florestas. As indústrias podem utilizar o carvão mineral como fonte de energia e liberam produtos tóxicos na atmosfera. Alguns desses produtos são dióxido de enxofre (SO2), dióxido de nitrogênio (NO2), gases que afetam o sistema respiratório humano causando distúrbios respiratórios como a bronquite e a asma.

Esses gases também afetam o ambiente, pois podem combinar-se com o vapor de água presente na atmosfera e dar origem à chuva ácida, resultando na formação do ácido sulfúrico e ácido nítrico. A chuva ácida pode causar acidentes ecológicos graves como a destruição da vegetação e contaminação dos solos e águas.

Formas de reduzir a poluição atmosférica

Atualmente as indústrias dispõem de instalações de filtragem e de tratamento de gases e vapores expelidos nos processos que realizam. Além de monitoramento e controle feito por equipamentos para garantir a qualidade do ar.

A redução da utilização de combustíveis fósseis para abastecimento dos veículos, substituindo-se o uso de transporte privado pelo público são também medidas que as pessoas podem tomar para diminuir as emissões de gases na atmosfera.

Problemas de saúde gerados pela poluição atmosférica

Segundo informações da OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2012, morreram no Brasil 26.241 pessoas com doenças relacionadas à poluição atmosférica. Na cidade de São Paulo, a concentração de partículas no ar está 90% mais alta que o nível considerado seguro pela OMS.

A mesma organização traz os sintomas da poluição do ar no ser humano que incluem: ardor nos olhos, coceira no nariz e irritação na garganta. Além disso, partículas de dióxido de carbono e poeira presentes no ar causam náuseas, vômitos e desmaios.

As consequências da poluição atmosférica continuam e a exposição contínua e prolongada à poluição pode levar o indivíduo a desenvolver doenças crônicas como doenças pulmonares e cardiovasculares, enfraquecimento do sistema imunológico e morte.

As doenças mais comuns associadas à poluição do ar são: câncer de pulmão, asma, rinite e bronquite, Alzheimer e Mal de Parkinson e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Referências bibliográficas:

OMS. OMS divulga estimativas nacionais sobre a exposição à poluição do ar e impacto na saúde. Disponível em: http://www.paho.org/bra/index.php?option=com_content&view=article&id=5249:oms-divulga-estimativas-nacionais-sobre-exposicao-a-poluicao-do-ar-e-impacto-na-saude&Itemid=839.

VALLE, C. E. Qualidade Ambiental: ISO 14000. São Paulo: Editora SENAC, 2002.