Rio São Francisco

Por Thais Pacievitch
O rio São Francisco nasce na Serra da Canastra (a uma altitude de aproximadamente 1200 m), no município de São Roque das Minas, num lugar chamado de “Chapadão da Zagaia” e, depois de percorrer 2700 km, atravessar o estado da Bahia (separado pelo rio do estado de Pernambuco) desemboca no oceano Atlântico, entre os estados de Alagoas e Sergipe.

O rio São Francisco recebe água de 168 afluentes, os principais são os rios Paraopeba, das Velhas, Abaeté, Jequitaí, Paracatu, Urucuia, Verde Grande, Carinhanha , Corrente e Grande.

O Velho Chico, como é conhecido popularmente, é um rio de grande importância econômica, social e cultural para os estados que percorre, é através dele que diversas regiões se integram e suas águas irrigam lugares áridos.


Rio São Francisco. Foto: João Zinclar

Folcloricamente, é citado em diversas músicas e existem muitas lendas em torno das carrancas às quais o povo atribuiu a capacidade de espantar os maus espíritos e pescaria ruim.

O Rio São Francisco está dividido em 4 partes: Alto São Francisco (da nascente até a cidade mineira de Pirapora, possui 702 km de extensão); Médio São Francisco (de Pirapora até a cidade baiana de Remanso, possui 1230 km de extensão); Sub-médio São Francisco (de Remanso até outra cidade baiana chamada Paulo Afonso, possui 440 km de extensão) e Baixo São Francisco (de Paulo Afonso até a desembocadura, este trecho tem 214 km de extensão.


Bacia do São Francisco

No rio São Francisco, a navegação é exercida pela FRANAVE, empresa cuja frota está adequada às condições de navegabilidade do rio.

Os índices pluviométricos da bacia do rio são Francisco variam de acordo com o local, a pluviometria média oscila entre 350 mm no semi-árido do nordeste a 1900 mm na Serra da Canastra.

O estado de degradação em que o rio se encontra é reflexo da maneira como o país administra seus recursos naturais, ou seja, com descaso e irresponsabilidade. O Velho Chico está sendo poluído pela ação de mineradoras, por agrotóxicos e pela região metropolitana da cidade de Belo Horizonte, que polui o Rio das Velhas, um dos seus maiores afluentes. As queimadas e os desmatamentos (que contribuem para o assoreamento do São Francisco, quer dizer, depósito de terra no leito do rio) também afetam o rio São Francisco, bem como projetos de irrigação mal elaborados (responsáveis pela diminuição do volume de água e da supressão da navegação em determinados locais e épocas do ano), esgotos industriais e domésticos.

Veja: Transposição do Rio São Francisco