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Governo de Venceslau Brás

Com a reconciliação de São Paulo e Minas Gerais, selada com o Pacto do ouro Fino, o mineiro Venceslau Brás, foi mais um presidente eleito pelo Café-com-Leite; sem apoio, Rui Barbosa, candidato da oposição, retirou sua candidatura.

Seus anos de mandato foram marcados pela Primeira Guerra Mundial (na qual o Brasil teve pequena participação ao lado dos Aliados), e aumentaram as exportações de matérias-primas e alimentos e ocorreu um surto industrial. O conflito proporcionou excelentes negócios, pois os Aliados compravam do Brasil qualquer mercadoria que pudesse ser vendida. Por outro lado, a inibição das exportações permitiu a criação de novas indústrias, que estimularam a produção nacional, acumulando capitais e especializando um numeroso continente de operários. O aumento da importância do operariado urbano fez com que eclodissem sucessivas greves, como a de 1917, quando a cidade de São Paulo ficou quase totalmente paralisada.

O governo de Venceslau também ficou marcado pela Guerra do Contestado, Guerra de Canudos, um dos mais importantes movimentos sociais que já aconteceu no Brasil. O problema estava na região limite ente os estados do Paraná e Santa Catarina, disputada por ambos. Em 1912, a construção de ferrovia na região, desalojando milhares de posseiros, deflagrou um movimento de fundo messiânico, caracterizado pelo fanatismo religioso. A população sertaneja, que vivia na miséria e abandono, liderada por João Maria, opôs forte resistência às forças federais. Em 1915, uma divisão de 6 mil soldados, sob o comando do general Setembrino de carvalho, sufocou duramente o movimento. O litígio entre o Paraná e santa Catarina só foi resolvido mais tarde em 1916.

Wenceslau Brás Pereira Gomes filho de Francisco Brás Pereira Gomes e Isabel pereira dos Santos, governou o país de 1914 até 1918. foi o presidente brasileiro que mais viveu, morrendo com 98 anos em 1966.

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