Era Vitoriana

Por Ana Lucia Santana
A Era Vitoriana foi o período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837 a janeiro de 1901. Ela subiu ao trono quando seu tio Guilherme VI morreu sem deixar herdeiros. Ela é coroada ainda muito jovem, aos 18 anos.

Vitória deu início a uma prolongada etapa de progresso pacífico, conhecida como Pax Britannica, sustentada pelos ganhos obtidos com a difusão do empreendimento colonial da Inglaterra Imperialista no exterior, e pelo ápice da Revolução Industrial, que propiciou a criação de novas técnicas engenhosas. Este avanço deu impulso ao desenvolvimento de uma camada social média e ilustrada.

Foi, portanto, no auge da industrialização e da política colonial que o Império Britânico se transformou na mais importante empresa planetária, provendo os centros globais com suas produções industriais. Além do enriquecimento da classe burguesa da Inglaterra, a era vitoriana se caracterizou também pela rigidez de princípios moralistas e por uma típica solidez política.

Personalidades como Benjamim Disraeli e William Glastone instituíram no país o Parlamentarismo, que deu lugar a uma aproximação maior entre os estratos sociais, unidos em torno do objetivo de fiscalizar os governantes. Por outro lado, porém, foi intensa a confluência de bens nas mãos de poucos, ou seja, dos burgueses, e a consequente opressão dos trabalhadores, que pagaram as contas desta fartura econômica.

Este período foi antecedido pela Era da Regência ou Período Georgiano, e deu lugar, após sua conclusão, ao Período Eduardiano, marcado pelo governo do Rei Eduardo VII. A parte final da Era Vitoriana ocorreu simultaneamente à eclosão da Belle Époque, atmosfera artístico-cultural e intelectual que atingiu, nesta época, o continente europeu.

A política exterior foi marcada pelo Novo Imperialismo, que acirrou as disputas coloniais e deflagrou a Guerra Anglo-Zanzibari – confronto entre o Reino Unido e Zanzibar, situado próximo ao litoral da Tanzânia – e a Guerra dos Bôeres – este embate entre descendentes de holandeses e de franceses, de um lado, e ingleses, do outro, teve como cenário a África do Sul.

Neste contexto a densidade populacional inglesa alcançou quase o dobro do índice anterior, transcendendo os 16,8 milhões em 1851 e atingindo os 30,5 milhões em 1901. Sob o reinado da Rainha Vitória a Câmara dos Comuns foi ocupada predominantemente por dois partidos, os Liberais e os Tories, depois denominados Conservadores.

A temporada vitoriana foi determinada, na arquitetura, pelo confronto entre os conceitos góticos e clássicos. Na literatura destacaram-se a prosa de George Eliot, Charles Dickens, Sir Arthur Conan Doyle, das Irmãs Brontë, de Oscar Wilde, Lewis Carroll, Robert Louis Stevenson, entre outros; e a poesia de Tennyson, Dante Gabriel Rossetti, Swimburne, W. B. Yeats, Robert Browning, entre outros. De 1890 em diante os ingleses ensaiam a prática dos conceitos simbolistas importados da França.

No teatro prevalecem montagens dos trabalhos de Mary Shelley, particularmente do clássico Frankenstein, e do novo estilo de obras que têm como tema os míticos vampiros. Sobressaem também o gênero dramático de Oscar Wilde e as polêmicas peças de Ibsen, James Joyce e George Bernard Shaw.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_vitoriana
http://pt.shvoong.com/humanities/history/1903920-era-vitoriana/
http://bahai-library.com/?file=oliveira_vitoria_biografia_epistola