Segunda Cruzada

Por Rodrigo Batista
A Segunda Cruzada foi uma expedição dos cristãos europeus, proclamada pelo papa Eugénio III e pregada por São Bernardo de Claraval em resposta à conquista de Edessa em 1144 pelos muçulmanos. A cruzada liderada pelos monarcas Luís VII de França e Conrado III da Germânia ocorreu entre 1147 e 1149 e foi um fracasso: Os cruzados não reconquistaram Edessa e deixaram o Reino de Jerusalém politicamente mais fraco na região. O único ponto positivo da campanha foi a recuperação de Lisboa em 1147.

Após a primeira cruzada, quatro reinos foram criados na região da Palestina: o Condado de Edessa, o Principado de Antióquia, o Condado de Trípoli e o Reino de Jerusalém. Em oposição à presença cristã nas Terra Santas, despontaram lideranças muçulmanas como Zengi, senhor de Alepo e Mossul. Em 1144, Zengi iniciou o processo de reconquista de Edessa.  Depois de sua morte, o herdeiro Nur ad-Din arrebatou definitivamente Edessa das mãos cristãs a 3 de Novembro de 1146.

Em resposta, o papa Eugênio III lançou em 1145 o apelo por uma nova cruzada. Conrado III, da Alemanha, e Luís VII, da França, assumiram a liderança da empreitada cristã e partiram para o Oriente. Conrado foi quem primeiro atravessou o estreito e passou para a Ásia  Menor onde foi atacado pelos turcos seljúcidas na região de Dorileia, em outubro de 1147. Tendo sofrido muitas perdas recuou para Niceia. Luís VII seguiu pelo litoral da Anatólia, mas em janeiro de 1148 acabou cercado pelos turcos nos desfiladeiros de Pisidia e perdeu muitos homens. Conseguiu chegar ao porto de Adalia, e embarcou em direção a Antioquia com a cavalaria. A infantaria, que tentou continuar por terra, foi massacrada pelos turcos em fevereiro.

Enfraquecidos após as primeiras derrotas, os monarcas se uniram e convenceram a regente do Reino de Jerusalém Melisanda de Bolonha, mãe de Balduíno III, sobre a necessidade de uma ataque à Damasco, cidade árabe até então aliada dos cristãos. A tática se mostrou mal sucedida e apenas acelerou a unificação da Síria nas mãos de Nur ad-Din, filho de Zengi. O atabaque de Alepo capturou, no ano seguinte, o castelo de Artésia ao príncipe de Antioquia e, assimilou terrras até o Egito. Seu sucessor, Saladino continuou a reconquistar territórios e a expulsar cristãos da região, deixando-os limitados a algumas cidades costeiras.

A Segunda Cruzada não obteve o sucesso esperado. A expedição acabou por complicar a relação entre os reinos cruzados, bizantinos e governantes muçulmanos. A única vitória cristã foi a reconquista de Lisboa em 1147 sob a solicitação de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.  Nenhuma nova cruzada foi lançada até a conquista de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187. O condado de Edessa estava definitivamente perdido e o principado de Antioquia ficou reduzida à metade do seu antigo território.

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Fontes:
http://www.arqnet.pt/portal/pessoais/cruzado_lisboa.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Cruzada
http://www.arqnet.pt/portal/universal/cruzadas/sincruz2.html
http://historia.abril.com.br/religiao/cruzadas-reacao-muculmana-434449.shtml