Mamute

Por Ana Lucia Santana
O mamute é um animal que viveu há pelo menos 12 mil anos, sendo então eliminado no final da última Era Glacial. O que se sabe hoje sobre ele é baseado em achados arqueológicos e estudos de vestígios deste ancestral do elefante, encontrados em camadas geológicas referentes ao período em que habitaram o Planeta, o Paleolítico, popularmente conhecido como a Idade da Pedra Lascada.

Mamutes. Ilustração: Mauricio Antón [CC-BY-2.5], via Wikimedia Commons

Mamutes. Ilustração: Mauricio Antón [CC-BY-2.5], via Wikimedia Commons

Esta fera integra o gênero Mammuthus e a família Elephantidae, pertencente aos proboscídeos. Similares aos elefantes, os mamutes tinham igualmente tromba e presas de marfim, elemento branco, rígido e denso, que constitui a massa dos caninos deste animal e de seus sucessores modernos, substância muito cobiçada pelos caçadores, pois com ela se fabricam muitos utensílios. Estes dentes curvos chegavam a apresentar cinco metros de extensão.

O mamute, ao contrário dos elefantes, apresentava o tronco recoberto de pelos da cor cinza escuro. Ele era, no contexto em que viveu, uma significativa fonte nutritiva para o homem pré-histórico. Fósseis deste animal são mais comumente descobertos no continente europeu, na América do Norte e no território asiático, especialmente na região norte, localidades de climas temperados e frios, que indicam onde eles viviam.

Os pesquisadores estão cientes, atualmente, de que havia aproximadamente seis espécies de mamutes: Mammuthus columbi, Mammuthus primigenius, Mammuthus meridionalis, Mammuthus trogontherii, Mammuthus exilis, Mammuthus imperator e Mammuthus calvanus.

É possível que os mamutes não tenham suportado as drásticas mudanças de clima que predominaram na fase final da Idade do Gelo, quando prevaleciam as baixas temperaturas. Mas hoje se sabe também que o Homem contribuiu para a erradicação destes animais, pois eles eram caçados não só para alimentar o ser humano, mas também para que sua pele fosse aproveitada em suas vestes, ossos e couro servissem de matéria-prima para a construção de habitações e outras estruturas.

O mamute, animal herbívoro, mantinha sua nutrição baseada em muitas folhas, raízes, frutas e vegetais. Estas feras eram capturadas pelos homens que então habitavam as cavernas, através de ciladas armadas por estes caçadores.

Em fins de 2008 os cientistas realizaram uma importante conquista; eles lograram dispor em sequência 70% do código genético do Mammuthus primigenius, a última espécie a ser eliminada. Os coordenadores desta pesquisa, russos e norte-americanos, escolheram amostras de DNA do pelo de dois mamutes descobertos na Sibéria. A conclusão dos estudos aponta que os genomas destes animais e dos elefantes têm somente 6% de diferença. Os debates mais atuais avaliam a possibilidade de ressuscitar os mamutes clonando seu DNA.

Ilustração: Mauricio Antón [CC-BY-2.5], via Wikimedia Commons