Mamute

Graduada em Ciências Biológicas (USU, 2009)

O mamute é um animal mamífero extinto há mais de 5 mil anos, pertencente ao gênero Mammuthus. Entre as espécies de Mamute conhecidas atualmente, foram descritos e catalogados através de análises fósseis 11 tipos diferentes de mamutes. Os espécimes viveram até a última Era Glacial e podiam ser encontrados nos continentes Europeu, Asiático, Africano e na América do Norte.

Foram encontrados diversos fósseis deste animal em países da Europa, norte da Ásia (principalmente Sibéria) e América do Norte, comprovando a vida desta espécie nestes locais. O fóssil mais antigo já encontrado data de 15.000 anos atrás. Trabalhos realizados na análise destes fósseis indicam que durante o período interglacial que ocorreu de 20 mil a 10 mil anos atrás, os mamutes sobreviveram em pequenos refúgios na Ilha Wrangel, a leste do mar Siberiano e ao norte do Círculo Ártico, e lá persistiram por todo o período interglacial.

Representação artística de um mamute. Ilustração: Ozja / Shutterstock.com

Muitos cientistas assumem que a causa mais provável da extinção dos mamutes foi uma mudança abrupta nas condições climáticas durante a transição dos períodos Pleistoceno / Holoceno, período correspondente aos mamutes mais jovens da Sibéria. Outros indicam ações antropogênicas como a causa da extinção, ou uma combinação de forças culturais e climáticas. Porém, os pesquisadores até o presente momento não chegaram a nenhuma conclusão.

Os mamutes eram animais de grande porte, medindo entre 2,7 a 3,4 metros e podendo chegar aos 5 metros de altura, pesando de 6 a 8 toneladas quando adultos, com imensas presas de marfim que eram utilizadas para cavar na neve e brigar por território e por fêmeas durante o acasalamento. Seu corpo era coberto por grande quantidade de pelos nas tonalidades de loiro, castanho e cinza escuro e acredita-se que a expectativa de vida rondava os 60 ou 80 anos. Eram animais sociais que viviam em manadas e analisando o conteúdo estomacal dos fósseis verificou-se que sua dieta era composta por folhas, frutas, raízes e outros vegetais. Atualmente, o parente mais próximo dos mamutes é o elefante-asiático (Elephas maximus) que apresenta características no material genético (DNA) que aproximam as duas espécies, apesar das comparações morfológicas não serem tão evidentes.

Durante o acasalamento, acredita-se que eles tinham o mesmo comportamento visto atualmente nos elefantes, onde os machos brigam entre si para ganhar o direito de copular a fêmea, assim como a fêmea poderia escolher o macho analisando apenas o tamanho das presas de marfim e não havendo necessidade dos machos brigarem.

Os mamutes eram uma das grandes fontes de alimento (carne) e de outros materiais (couro, ossos e etc.) utilizados pelo homem da antiguidade para a sobrevivência que aproveitavam os ossos para fazer fogueiras já que a madeira era escassa, além de servirem como base para construir suas moradias. O couro era utilizado para fabricar as vestimentas e cobertores para se proteger do frio.

Em 2017, pesquisadores de Harvard, publicaram um artigo contando que em breve será possível gerar um filhote de mamute ou pelo menos um animal muito próximo do original. A técnica a ser utilizada irá utilizar o material genético (editando e complementando) dos mamutes extraídos de seus fósseis e será bem provável a utilização do elefante para gestar a prole. Apesar de ser uma descoberta imensa para a ciência, deve-se ter conhecimento do que uma bem sucedida “ressurreição” do mamute poderá acarretar na cadeia alimentar e no meio ambiente de forma mais ampla.

Bibliografia:

VARTANYAN, S. L. et at. 1995. Radiocarbon dating evidence for mammoths on Wrangel Island, Arctic Ocean, until 2000 B.C. Radiocarbon 37: 1- 6.

Atlas de dinossauros - Animais pré-históricos e outros. Editora Girassol, 2007.

Site Mundo Estranho: <https://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/como-era-a-anatomia-de-um-mamute/>. Acessado em: 14/02/2018.

ROZELL, N. 2014. The mammoth mystery of St. Paul Island. Geophysical Institute at the University of Alaska Fairbanks, artigo nº 2240.

PERKINS, S. 2016. What doomed mammoths on a remote Alaskan island?. ScienceMag - DOI: 10.1126/science.aag0713.

NATIONAL GEOGRAPHIC: <https://www.nationalgeographic.com.au/history/woolly-mammoth-fact-file.aspx>. Acesso em 11/09/2018.

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