Ciclo do Nitrogênio

Por Thyago Ribeiro
O nitrogênio proveniente das células dos seres vivos é decomposto no solo ou nos rios passando de orgânico a inorgânico, sob a ação das bactérias decompositoras ou através do sistema de excreção dos próprios seres superiores. O nitrato é mais utilizável como nutriente pelas plantas verdes, ainda que as outras formas de nitrogênio possam ser usadas por diferentes organismos completando o ciclo.

O ar está constantemente recebendo nitrogênio devido è ação das bactérias desnitrificantes sendo daí continuamente retirado pela ação das bactérias fixadoras de nitrogênio, além de algas cianofíceas e reações provocadas pelas descargas elétricas atmosféricas.

No ar devido á atividade industrial a as descargas de veículos automotores produzindo óxidos de nitrogênio o ciclo tem sido alterado. Esses gases na realidade constituem fases transitórias do ciclo e em geral devem ser encontrados em pequena concentração no ambiente.

Em termos de energia necessária ao funcionamento do ciclo, pode-se dizer que dois processos são fundamentais. No primeiro, em que, partindo das proteínas há formação de nitratos, e proporcionada a energia aos organismos pelo próprio processo de decomposição. Nos processos contrários ou de regressão, é necessária a energia da luz solar ou de outras fontes, por exemplo, a decomposição de matéria orgânica.

As bactérias quimiossintetizantes são as nitrosonomas, que convertem amônia em nitritos e as Nitrobacter os nitritos a nitratos. A energia é obtida da oxidação. As bactérias que fixam o nitrogênio do ar, incorporando-o a compostos orgânicos, no entanto, necessitam de outras fontes de energia para realizar suas respectivas transformações. Sabe-se que os hidratos de carbono e o elemento molibdênio, são necessários como parte do sistema enzimático fixador de N, podendo este ultimo, em muitos casos, funcionar como fator limitante do processo.

Em resumo pode-se dizer que a fixação biológica do nitrogênio é feita por seres vivos autótrofos ou heterótrofos que vivem livres ou em simbiose. Essa fixação se dá tanto em aerobiose como em anaerobiose seja no solo ou na água.

No mar a quantidade de nitrogênio fixado é grande e muito importante para todo o ciclo. Deve ser considerado, todavia, que nos oceanos a fixação de nitrogênio por metro quadrado é muito menor do que na terra devido ao fato de a produtividade marinha ser, em geral, mais baixa. Nas águas interiores, a poluição é responsável pelo grande acumulo de nitrogênio que por vezes trás graves conseqüências, como a floração de algas em lagos e rios.

Há uma parcela de nitrogênio que desaparece nos sedimentos profundos, saindo por milhões de anos da circulação. Essa perda é compensada pelas erupções vulcânicas. Se fosse possível, pois, evitar a atividade vulcânica, talvez isso originasse novos problemas devido à falta de proteínas para a alimentação humana.