Jiló

Por Marina Martinez
O jiló, também referido como jinjilo em algumas regiões do Brasil, é um fruto tropical de casca fina brilhante, com formato redondo a ovóide e de coloração predominantemente esverdeada, pertencente a uma espécie de planta herbácea, anual, cujo nome científico é Solanum gilo. Esta planta que pode atingir até um metro e meio de altura, comumente chamada de jiloeiro é provavelmente originária da África e foi trazida para o Brasil com o comércio de escravos.

Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Solanaceae
Gênero: Solanum
Espécie: Solanum gilo

Da família das Solanáceas da qual fazem parte duas mil espécies, entre elas a batata, o tomate e algumas espécies venenosas, o jiló é destaque por conter um sabor extremamente amargo, porém muito apreciado na culinária brasileira pelo seu paladar e por suas propriedades digestivas. Ele é muito consumido cozido, frito, grelhado e também como ingrediente de várias receitas.

Além de ser um fruto exótico e com sabor marcante o jiló possui substâncias como os flavonóides, alcalóides e esteróides, que contribuem para reduzir os níveis de colesterol ruim no sangue. Os frutos contêm muita água em sua composição, mais de 90%, e possui baixíssimas quantidades calóricas, sendo recomendado em dietas de emagrecimento. Também é fonte de vitamina A, C, do complexo B e rico em minerais como o fósforo, cálcio e ferro. Além disto, o jiló é considerado um poderoso aliado no tratamento de distúrbios hepáticos e dispepsia biliar.

O jiló é cultivado em várias regiões do Brasil, com destaque para região Sudeste, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Para que se desenvolva bem o jiloeiro necessita de um ambiente propício que contenha solos areno-argilosos que sejam bem drenados e preferem climas quentes, cuja temperatura esteja em torno de 26 a 28 graus Celsius. A propagação é feita através de sementes, sendo a colheita iniciada após 90 a 100 dias do plantio, podendo este tempo prolongar-se por mais de 100 dias, se as plantas apresentarem boa sanidade e vigor.  Os frutos são colhidos, transportados e comercializados quando ainda estão imaturos.

Existem diversas variedades de jiló. No Brasil as mais comumente encontradas são a Morro Grande e Rei do Verde, onde os frutos são de formato redondo, e a Comprido Verde-claro e Tinguá, onde os frutos são de formato alongado. A Morro Grande possui um sabor mais amargo, se comparada com outras variedades, e é a cultivar predominante do mercado paulista.

Os jiloeiros estão susceptíveis aos ataques do ácaro vermelho (Tetranychus evansi) e do ácaro rajado (Tetranychus urticae), que são pragas agrícolas que causam grandes perdas. Além disto, os jiloeiros podem adquirir doenças como a antracnose e tombamento.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jil%C3%B3
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0006-87052008000300018&script=sci_arttext
http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTP0-4373-1-L-J,00.html
http://www.cnph.embrapa.br/bib/saibaque/jilo.htm
http://www.cnph.embrapa.br/laborato/pos_colheita/jilo.htm