Musgos

Por Michelle Silva Carvalho
Os musgos são os maiores representantes das briófitas, apresentam 90.000 espécies já classificadas. São plantas avasculares e umbrófitas, ou seja, são desprovidas de vasos condutores de seiva e habitam ambientes sombrios e úmidos.

Musgos são representantes das Briófitas. Foto: tomoki1970 / Shutterstock.com

Musgos são representantes das Briófitas. Foto: tomoki1970 / Shutterstock.com

Algumas espécies de musgos podem ser encontradas em habitats desérticos e ainda formarem extensos tapetes sobre rochas expostas. Apresentam rizóides, caulóides e filóides.

São plantas criptógamas, apresentam o órgão reprodutor escondido e não apresentam flores. Dependem de água para sua reprodução, onde a fase dominante é o gametófito.

Os musgos são plantas de pequeno porte, apresentam poucos centímetros de altura, justamente por não apresentarem vasos condutores. Seu pequeno tamanho facilita o transporte de nutrientes que é feito célula a célula.

Encontram-se divididos em três classes: Sphagnidae (os musgos-de-turfeira), Andreaeidae (os musgos-de-granito) e Bryidae (conhecidos como “musgos verdadeiros”).

Os musgos apresentam grande importância ecológica, uma vez que reduzem o processo erosivo, atuam como reservatórios de água e nutrientes, oferecem abrigo a microorganismos e são viveiros para outras plantas em processo de sucessão e regeneração.

Classe Sphagnidae (Musgos-de-Turfeira)

O gênero Sphagnum está amplamente distribuído no mundo, existem cerca de 400 espécies descritas que podem ser encontradas em áreas úmidas, como as extensas regiões de turfeiras do Hemisfério Norte. São as plantas mais abundantes no mundo, ocupando mais de 1 % da superfície terrestre.

Reproduzem-se geralmente no final do inverno, liberando seus esporos após quatro meses. Entre os musgos, os esporófitos desse gênero são bem distintos. Representam grande importância econômica e ecológica.

As turfeiras estão envolvidas no ciclo global do carbono, sendo de grande importância uma vez que, armazenam cerca de 400 bilhões de toneladas de carbono orgânico, o qual não é rapidamente decomposto a CO2 por microorganismos.

Estes musgos ainda são utilizados como combustível industrial e para aquecimento doméstico na Irlanda e em outras regiões do norte.

Classe Andreaeidae (Musgos-de-Granito)

Esta classe compreende dois gêneros: Andreaea e Andreaeobryum.

O gênero Andreaea apresenta cerca de 100 espécies descritas, são encontrados em regiões árticas ou montanhosas, sobre rochas graníticas, daí seu nome popular de musgo – de - granito.

Já o gênero Andreaeobryum apresenta uma única espécie descrita, sendo encontrado restritamente ao noroeste do Canadá e adjacências do Alaska, o qual cresce sobre rochas calcárias.

O fato de esses musgos crescerem sobre rochas causa desgaste nas mesmas por meio de substâncias produzidas por sua atividade biológica, permitindo que outros vegetais também cresçam ali.

A liberação de esporos em Andreaea ocorre por meio de fendas na cápsula, o que o difere de qualquer outro musgo.

Classe Bryidae (“Musgos Verdadeiros”)

A classe Bryidae é representada pela maioria das espécies de musgos. Os musgos verdadeiros lembram algas verdes filamentosas e são facilmente diferenciados das mesmas pelas paredes transversais inclinadas de suas células.

Apresentam grande importância ecológica uma vez que são indicadores de poluição e biodiversidade.

Referências Bibliográficas:
RAVEN,Peter H., EVERT, Ray F., EICHHORN, Susan E., Biologia Vegetal, 7ª edição, Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan, 2007.