Jibóia

Por Thais Pacievitch
A jibóia (Boa constrictor) é uma serpente de médio ou grande porte, não-peçonhenta, da Família Boidae.

É uma cobra muito pacífica e extremamente lenta. Pode demorar até 1 hora para percorrer uma distância de 500 metros. Apesar de varias lendas citarem jibóias imensas, essa espécie geralmente não ultrapassa os 4 metros de comprimento. Seu peso pode atingir os 40 kg.

Essa serpente habita as Américas do Sul e Central, principalmente na Floresta Amazônica e nas florestas da Costa Rica. Nessas regiões existem por volta de 11 subespécies de jibóia. No Brasil é encontrada, além de na Amazônia, na Mata Atlântica, no cerrado, nas restingas, na caatinga e nos mangues.

As jibóias são carnívoras, em seu cardápio encontram-se aves e roedores de pequeno ou médio porte, lagartos grandes, outras serpentes e mamíferos de pequeno porte. Têm hábitos noturnos, mas eventualmente agem durante o dia. Como não possui peçonha (presa que inocula o veneno), a jibóia mata suas presas por constrição, ou seja, após o bote, no qual a serpente objetiva prender o animal, ela se enrola em torno da vitíma contraindo sua forte musculatura e a estrangula, causando a morte por sufocamento. Costuma engolir sua presa pela cabeça. Quando a presa é grande, a jibóia pode entrar em letargia, ou torpor, tempo no qual fica parada para digerir o alimento. O período de letargia pode durar semanas ou até meses.

As jibóias passam a maior parte do tempo em cima de árvores, o que as favorece na hora de caçar, como no caso das aves, que são mortas pela serpente enquanto dormem nos galhos das árvores.

A jibóia é vivípara, segundo alguns autores, pois ao contrário do que ocorre com as demais serpentes (ovíparas), os filhotes da jibóia, ao nascerem já estão completamente constituídos. Para outros autores, as jibóias são mesmo ovíparas, pois ainda que dentro do corpo da fêmea, existe um período de incubação durante a gestação.

De uma forma ou de outra, a gestação dura entre 5 e 8 meses, sendo que cerca de 50 filhotes nascem entre os meses de novembro e fevereiro.
No Brasil existem duas subespécies de jibóia:

Boa constrictor constrictor – espécie pouco agressiva que vive principalmente no Nordeste e na região amazônica. Têm cor amarelada e é considerada de grande porte. (Forcart, 1960).

Boa constrictor amarali – um pouco mais agressiva, vive no sul e centro-oeste. Têm cor acinzentada e é considerada de menor porte. (Stull, 1932).

Essas serpentes procuram se afastar dos homens quando os encontra. Na tentativa de se defender, pode tentar assustar o inimigo silvando alto. É daí que surgem folclores como a do “bafo de jibóia”, que causaria feridas e/ou manchas na pele. Outro mito que envolve a jibóia é o de que usar a cabeça da serpente como colar, protege o sujeito de diversos males, pois “fecha o corpo” de quem o usa.

Uma jibóia pode viver até 25 anos e pesar entre 35 e 40 kg.
As jibóias podem ser criadas em terrários, desde que “acostumadas” desde filhotes.