Prevenção da Infecção Hospitalar

Por Débora Carvalho Meldau
A infecção hospitalar, também conhecida como infecção nosocomial, é qualquer tipo de infecção adquirida por um paciente dentro do âmbito hospitalar, ou até mesmo após receber alta, quando estiver relacionada com algum procedimento sofrido por ele dentro do hospital, como uma cirurgia, por exemplo.

Prevenção de Infecções Hospitalares. Foto: Tyler Olson / Shutterstock.com

Prevenção de Infecções Hospitalares. Foto: Tyler Olson / Shutterstock.com

Sua prevenção depende muito mais da instituição e de seus funcionários, do que dos pacientes e é feita através de medidas relativamente simples, porém essenciais, de realização obrigatória na rotina de qualquer hospital.

Devem ser tomadas medidas de precaução padrão, independente de suspeitar-se de uma doença transmissível ou não, protegendo deste modo os profissionais e o paciente. Essas medidas englobam: adequada higienização das mãos, com água e sabão ou gel alcoólico; uso de luvas quando há qualquer tipo de risco de contato com fluídos corpóreos; uso de avental, quando também há um risco de contato do profissional da saúde com fluídos corporais do paciente; prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes; descontaminação do ambiente após a alta do paciente; limpeza, desinfecção ou esterilização de todos os artigos e equipamentos antes de serem utilizados em outro paciente.

Também devem ser tomadas precauções respiratórias, quando se trata de doenças respiratórias que eliminam para o ambiente, gotículas ou aerossóis contaminados. Nesses casos, os pacientes, obrigatoriamente, necessitam ficar em um quarto privativo; os visitantes e profissionais que entrarem no quarto devem utilizar máscara cirúrgica e desprezá-la ao sair do cômodo; o paciente deve evitar sair do quarto e, quando for fazê-lo, este deve usar máscara cirúrgica.

Precauções de contato também devem ser tomadas, quando há a confirmação ou até mesmo suspeita, do paciente ser portador de um microrganismo transmitido pelo contato. Sendo assim, é necessário que este tenha um quarto privativo, ou então compartilhá-lo com pacientes portadores do mesmo microrganismo; utilizar luvas sempre que for manipular o paciente; utilizar avental sempre quando houver a possibilidade de contato das roupas do profissional, com o paciente; o transporte do paciente deve ser evitado, no entanto, quando houver necessidade, todas as precauções de contato devem ser seguidas durante o trajeto; e os artigos e equipamentos devem ser todos de uso exclusivo para o paciente.

Quando se tratar de bactérias multirresistentes, é necessário o máximo empenho para prevenção de sua transmissão entre os pacientes, sendo de extrema importância, como: higienizar as mãos ao atender qualquer paciente e seguir precauções de contato ao atender os portadores desse tipo de bactéria. Quando esta está colonizando apenas um indivíduo, as precauções de contato são suficientes para conter sua disseminação. No entanto, quando a bactéria está espalhada por toda a unidade, o empenho se concentra em diminuir a incidência da bactéria entre os pacientes, mesmo que ela não seja completamente eliminada da unidade.

Quando se tratar de pacientes transferidos de outras unidades, recomendam-se as seguintes medidas preventivas:

  • Manter o paciente sob precaução de contato;
  • Colher materiais para culturas de vigilância (urina, pele, secreção traqueal, secreção da orofaringe, entre outros);
  • Após saírem os resultados das culturas de vigilância, caso sejam detectadas bactérias multirresistentes, manter precauções de contato, caso contrário, manter apenas precaução padrão.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Infecção_hospitalar#Preven.C3.A7.C3.A3o
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?257
http://www.hu.usp.br/arquivos/Manualccih_2005.pdf
http://www.pucpr.br/ensino/proj_comunitario/documentos/GUIA_DE_PREVENCAO_A_INFECCAO_HOSPITALAR.pdf
http://www.unimedjp.com.br/canais/hospital/secoes/controledeinfeccao2.php

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